roda literária

Retorno das atividades

Sobre a roda literária:

Achei a experiência boa, apesar de saber que nem todos leram integralmente os livros, mas aqueles que o fizeram mostraram nitidamente o repertório adquirido na apresentação. Além disso, percebemos a questão subjetiva da crítica literária. O que alguns de vocês apontaram como aspecto negativo, o colega apontou como positivo. Identificaram também os elementos literários (construção do personagem, não está preocupado com as várias versões do fato, figuras de linguagem como onomatopéia, aproximação, estrutura) e jornalísticos (ouvir os dois lados, depoimento, apuração, objetivo) do livro, buscando diferenciar e aproximar as duas áreas (humanização). Alguns de vocês, na apresentação, confundiram um pouco o que seria literário do que seria jornalístico, mas foi bom para fazer esse movimento de aproximação e separação das áreas.

Sobre seminário

Não achei a experiência tão satisfatória assim (da próxima vez darei uma prova mesmo), mas surgiram temas interessantes, tais como a ficção. Sugiro mais leituras sobre o assunto, mas introduzimos questões interessantes, como: ao relatar um fato, o jornalista não está criando? Nem toda ficção é sinônimo de mentira, mas de criação. Wolfgang Iser fala do jogo da ficção, do qual jogamos o tempo inteiro com nossas convenções sociais e culturais que, aliás, também foram inventadas pelo homem. A questão da invenção está aqui muito presente para explorarmos, mas não queremos dizer que o jornalista deve procurar inventar! Jornalismo continua sendo jornalismo, ok? Complicado, né? Além do Iser, sugiro a leitura do post Ferreira Gullar no Festival da Mantiqueira.

As notas serão dadas individualmente e podem ser requeridas por e-mail ou durante a semana. Se não, passo as notas em sala de aula.