Belo Monte

O pescador sem rio e sem letras

Amigos,

Para a alegria de todos e felicidade geral da nação, o JORLITERATURA está de volta! Agora você já pode incluí-lo nas suas leituras semanais! 🙂

O primeiro post do ano traz um dos grandes nomes do jornalismo literário atual: Eliane Brum. Com a ajuda do fotógrafo Lilo Clareto, neste texto publicado há um mês no El País, a jornalista brasileira conta um dos capítulos da história de construção da Usina de Belo Monte, no Pará.

Você quer saber como é enfrentar advogados de uma obra bilionária sem sequer saber ler? Como é ficar à margem de si mesmo? A história é de Otávio das Chagas e da sua família.

Otávio das Chagas, o pescador (Foto: Lilo Clareto - Divulgação)

Otávio das Chagas, o pescador (Foto: Lilo Clareto – Divulgação)

“Otávio das Chagas tornou-se um não ser. A hidrelétrica de Belo Monte o reduziu a um pescador sem rio, um pescador que não pesca, um pescador sem remos e sem canoa. A ilha do amazônico Xingu, no Pará, onde cresceu, amou Maria e teve nove filhos não existe mais. Entre ele e o peixe não há mais nada.” (Leia aqui)

Boa leitura!!!