Autor: cyntiaandretta

As tristes lembranças de 11 de setembro

Indicação: http://ultimosegundo.ig.com.br/11desetembro/minha+vida+e+o+11+de+setembro+diz+exbombeiro+que+resgatou+corpo+de+filho/n1597198764632.html

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Método de análise literária

Reli o livro de Massaud Moisés (Análise da literatura), o livro de Todorov (Análise estrutural da narrativa) e o livro homônimo de Barthes e outros autores. Nota-se, claramente, métodos de trabalho para se estudar um texto considerado literário. Como estamos no ambiente de jornalismo-LITERÁRIO, julguei pertinente trazer algumas considerações.

A primeira leitura é constantemente indicada pelos teóricos como a leitura do leigo, aquela em que tomamos consciência da história. Nesse momento somos surpreendidos pela intriga da história, que vai trazer (ou não) um desfecho surpreendende pelo decurso da narrativa.

Depois dessa leitura, há de se fazer mais algumas, bastante atentas, para observar determinados elementos na obra, por exemplo:

– as unidades temáticas, que terão seus “motivos”, ou seja, os temas de cada parte da história

– a linguagem propriamente dita, os verbos utilizados, as figuras de linguagem, o uso dos diálogos

– a combinação de voz narrativa, o foco narrativo

– a relação dos personagens entre si e com a história, as lógicas establecidas…

– o tempo, o epaço, a ação – são elementos que dão pistas fundamentais para uma interpretação mais aprofundada da obra

– o microambiente e o macroambiente

Mas, acima de tudo, é necessário, nessas várias outras leituras, que você tenha seu próprio método de trabalho. Vale a pena reler esses textos indicados!

Boa leitura a todos

Nosso último post…

Esta semana será a última em que os comentários de vocês serão considerados para acréscimo de ponto na média, por isso, nosso último post. A Cyntia sempre disse que eu poderia postar algum texto de minha autoria, desta vez então, coloco um texto meu para os comentários de vocês. Boa Leitura.

Foto disponível no site da PUC-Campinas

 A SERVIÇO DA PUC-CAMPINAS
Jarassaí Zamonari

PUC campus I, prédio administrativo, por volta das 11h30. Acabou mais uma aula de Língua Portuguesa da professora Liney de Mello Gonçalves, a “linha dura” do curso de Letras. Essa é a memória mais recente que ela tem da PUC: a aula que acaba de terminar é aquela em que a “brincadeira” acaba. Ela mesma diz, “quando eu entrego a nota da primeira prova, os problemas aparecem… antes disso não tem como saber com certeza como está a turma”. E é assim desde 1972, quando Liney começou a dar aulas na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, já há quase quarenta anos. A PUC entrou na vida da professora com o casamento, seu marido era professor da Instituição, e, após dois anos de casados, a PUC passou a fazer parte da vida dela também.

 
Muito bem alinhada e com um ar sério, que combina com a fama que ela mesma confirma, Liney volta àqueles anos 70 e recorda que, no ano em que começou a dar aulas na Universidade, o curso ainda era ministrado no prédio central, no antigo casarão do Barão de Itapura. Segundo ela, tratava-se de um espaço inadequado para o curso, que anos mais tarde ganhou um prédio exclusivo, situado na Rua Barreto Leme. Liney relembra que foi nesse prédio que o curso se expandiu, e chegou a ter quatro turmas de primeiro ano no noturno e duas no matutino. Durante esse período, um diretor do curso, o professor Francisco B. Sampaio, muito mais educador do que de administrador, promovia encontros e discussões lingüísticas com os professores extremamente enriquecedoras para quem estava começando a carreira.

Dar aulas sempre foi visto pela professora Liney como algo muito sério, ainda mais porque ela dá aulas para futuros professores, assim a responsabilidade da docente é dobrada. Ela quer que seus alunos sejam profissionais competentes, por isso exige que eles se dediquem e estudem. Para ela não existem atalhos, o aprendizado é um processo complexo, que envolve além do ato passivo de assistir às aulas, a ação de ler, de praticar e se aprimorar.

Quanto à questão da disciplina, ela diz “Sou mesmo rigorosa e conversa tem hora certa”. A professora acredita que tem que haver uma hierarquia, e quem está no papel de educador tem que ter autoridade para orientar. Mãe de quatro filhos, ela acredita que essa filosofia tem que valer também em casa. Durante esses quarenta anos em que deu aulas, além de professora foi também pesquisadora, isso por mais de vinte anos, e com a mesma paixão. Conta que uma atividade complementa a outra e que a pesquisa torna o professor mais preparado. Tanto é assim, que, embora aposentada desde 1993, ainda não se cansou de dar aulas. Mas, “esse ano vai ser o último”, diz, como há vários anos…