Teste seu conhecimento!

Saudações, Jornalistas!
Chegou a hora de testar o que já aprenderam em Jornalismo Literário, sobre o primeiro eixo didático-pedagógico. Leiam as perguntas e desenvolvam suas respostas nos comentários. Completem o pensamento um do outro, façam réplicas, tréplicas, enfim, a intenção é participar! Boa sorte e bom aprendizado!

  1. quiz-cg-volume1-298Quais os autores que mais influenciaram as discussões sobre o tema Jornalismo Literário e por que citá-los?
  2. Em termos gerais, no que consiste o manifesto do Novo Jornalismo?
  3. Em que contexto o jornalismo literário consegue aparecer mais? Qual era sua proposta?
  4. Considerando alguns exemplos, as reportagens que se tornaram livros de repórteres norte-americanos, indique e explique ao menos três características semelhantes entre eles.
  5. Com relação aos teóricos, há alguns usos de método científico das ciências sociais trazido para os textos dos jornalistas. Qual seria esse método e no que ele consiste?
  6. Procure exemplos na mídia de uma construção cena a cena.
  7. Comente o que aprendeu de novo nesse primeiro eixo.

 

Então, a partir de agora, está valendo! Mãos à obra!

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18 comentários

  1. 1-Alguns dos principais autores do new journalism são, Tom Wolfe, Truman Capote, Gay Talese, Norman Mailer, que além de defenderem a características desse modelo de fazer jornalismo, também são criadores dos livros, Radical Chique e o Novo Jornalismo, A Sangue Frio, A Mulher do Próximo e A Luta respectivamente, obras referenciais do New Journalism (Jornalismo Literário).

  2. 1) Os autores que mais incitaram debate sobre o Jornalismo Literário foram William Shawn, Harold Ross, Robert Lipsyte, Truman Capote, Gay Talese, Norman Mailler, Joseph Mitchell, Tom Wolfe e John Hersey. É importante citá-los pois, ao estudar cada um deles, percebe-se como o “nome” ou “tema” do Jornalismo Literário nunca foi um consenso, mesmo entre seus praticantes. Apesar de todos fazerem parte do mesmo “movimento”, nem todos concordavam em chamá-lo de “New Journalism”, por exemplo.

    2) O manifesto do Novo Jornalismo foi criado por Tom Wolfe com as seguintes diretrizes: a- sair da monotonia; b- entrevistar exaustivamente; c-ultrapassar os limites do jornal; d- passar MUITO tempo com a fonte; e- captar ambiente; f- descrever a vida subjetiva e emocional dos personagens (utilizando estratégias psicanalíticas); g- usar fluxos de consciência e monólogos interiores; h- incorporar elementos gráficos que expressem ações (como onomatopeias, por exemplo); i- não se importar com definições dos gêneros literários (crônica, artigo, folhetim, etc)

    3) O Jornalismo Literário se tornou mais popular a partir dos anos 60, influenciado pela literatura realista, o socialismo, o movimento de contracultura e era publicado majoritariamente em livros e revistas (como é ainda hoje). A proposta era buscar um meio de tornar relevante o jornalismo impresso diante do maior imediatismo da TV, que estava vivendo seu auge na época.

    5) O método científico advindo das ciências sociais que é também utilizado no Jornalismo Literário é o método da Observação Participante, que consiste em se inserir no ambiente social dos personagens e partilhar de suas histórias, criar intimidade com eles com o objetivo de captar a subjetividade dos personagens e facilitar o processo de captação de informação.

  3. Pelo que me lembro dos livros que discutimos (Hiroshima, A mulher do próximo e A luta), uma característica comum entre eles é a universalidade do tema. Os temas abordados não são novos, mas estão longe de serem velhos também… É uma das características que dá a eles o tom de ser um jornalismo literário. As narrativas foram baseadas e escritas em acontecimentos passados, mas a construção as faz novas, dinâmicas e interessantes de serem discutidas também hoje!

    Em relação ao contexto e proposta do jornalismo literário, me lembro de termos comentado que sua intenção é, sim, informar e formar, mas também se propõe a divertir, explorar fatos, etc, dependendo de seu ângulo narrativo.

    Um método científico usado por jornalistas que se propõe a trabalhar com jornalismo literário é um que estudamos um pouco no segundo ano, chamado de Observação Participante… consiste em estar dentro da situação, observando-a de dentro e até se envolvendo nela. Porém um problema apontado é o fato de o jornalista se envolver na situação de tal maneira que prejudique seu trabalho.

  4. 7) O embasamento teórico, e essa primeira análise dos livros-reportagem ajudaram a introduzir o jornalismo literário, do qual sempre ouvimos falar mas não sabíamos exatamente como era feito ou identificado. Foi importante para começar a diferenciar o que é ou não jornalismo literário, partindo de sua origem, até os autores que o exemplificam, como Capote e Wolfe (que para mim chamaram mais atenção, ainda que Capote tenha fugido da pura realidade), e às principais técnicas de construção. A parte da narrativa foi um flashback de um aprendizado da época de colégio que agora unida ao contexto do jornalismo fez bastante sentido para explicar esta parte do jornalismo literário.

  5. 1. Quais os autores que mais influenciaram as discussões sobre o tema Jornalismo Literário e por que citá-los?
    Alguns autores que se destacam são Truman Capote, o autor do primeiro livro do gênero do New Journalism, Tom Wolfe, que escreveu o manifesto do New Journalism e Gay Talese, considerado um dos criadores do conceito de jornalismo literário.

    2. Em termos gerais, no que consiste o manifesto do Novo Jornalismo?
    O manifesto do Novo Jornalismo a grosso modo consiste na mistura do jornalismo com a literatura. Ou seja, os fatos são reais, existe apuração e etc, mas a narrativa é escrita de forma literária.

    5. Com relação aos teóricos, há alguns usos de método científico das ciências sociais trazido para os textos dos jornalistas. Qual seria esse método e no que ele consiste?
    O método seria do observador participante, no qual o “analista” convive, se mistura, e vive no mesmo ambiente que os “analisando”, tendo a experiência por completo, se envolvendo com ela não somente observando por fora.

    7. Comente o que aprendeu de novo nesse primeiro eixo.
    Aprendi o conceito de jornalismo literário, que imaginava o que era mas não tinha certeza. Com esse olhar direcionado, aprendi também a identificar uma matéria literária de uma matéria tradicional. Além de relembrar as figuras de linguagem que já conhecia porém foram esquecidas pelo desuso e aprender sobre a construção desse tipo de narrativa a partir das técnicas literárias como cena a cena, diálogo, digressão.

  6. 1- Os principais autores que contribuíram para as discussões do jornalismo literário são Tom Wolfe, que inclusive criou o manifesto do Novo Jornalismo e sintetizou as principais ideias dessa vertente; Truman Capote, cujo livro A Sangue Frio popularizou o Jornalismo Literário, ainda que existam críticas à verdade dos relatos. Outro autor é Gay Talese, cujo texto apresenta características como descrição detalhada de cenas e diálogos e subjetivação dos personagens.

    2- No manifesto do Novo Jornalismo, Tom Wolfe descreve uma nova forma de fazer jornalismo a partir de técnicas e comportamentos. Por exemplo, ele afirma que o texto deve sair da monotonia e convenções, explorar o universo psicológico dos personagens como fluxos de consciência e monólogos; conviver o máximo de tempo possível com a(s) fonte(s); captar cenas, diálogos, etc.

    3- O jornalismo literário destaca-se na década de 60. Primeiro porque, nessa época, surgia na juventude a necessidade de diferenciar-se da geração pós-guerra dos pais. A cultura explodiu em rebeldia, o que se refletiu diretamente, por exemplo, na música de bandas como Rolling Stones e The Who. Além disso, surge nessa década a contracultura, que se definia como uma nova forma de fazer arte. Na literatura, esse movimento refletia na transformação do modo de escrever, seja na técnica como no comportamento e no protesto político. Os escritores da Geração Beat, como eram chamados os jovens que compunham essa vertente da contracultura, criticavam o otimismo e o “American Way Of life” que tomaram conta da América após a 2ª Guerra Mundial. Nesse contexto, o jornalismo literário ascende com a proposta de transgredir as técnicas do jornalismo tradicional. A ideia era subverter as técnicas de linguagem como o lide, pirâmide invertida, objetividade. O jornalista deveria imergir na história a ser contada conhecendo a fundo os personagens. Dessa forma, sentindo e experimento o universo a ser explorado, o jornalista poderia relatar o assunto ao leitor com maior fidelidade e detalhamento. Portanto o jornalismo literário surge nessa época também com o dever de informar, mas com maior riqueza narrativa e interpretação

    4- As principais reportagens que posteriormente tornaram-se livros nos EUA têm em comum algumas características consideradas essenciais hoje no Jornalismo Literário. Por exemplo, a subjetividade dos personagens que é apresentada de maneira mais livre das amarras do jornalismo tradicional e com maior riqueza de vocabulário. Além disso, os jornalistas que produziram esses trabalhos imergiram na reportagem, muitas vezes vivenciando o que os próprios personagens viviam como é o caso de Gay Talese em “A Mulher do Próximo”. Para escrever essa obra, Talese viveu em uma comunidade nos anos 60 onde predominava a liberdade sexual. Assim como ele, John Hersey em Hiroshima e Truman Capote em “A Sangue Frio” também fazem parte da gama de grandes reportagens literárias que viraram livros.

    5- O método é a observação participante, que consiste em aprofundar-se no universo da fonte ou do assunto a ser explorado. Por exemplo, se o jornalista deve escrever um perfil, ele deve conviver com a pessoa, participar de sua rotina, se possível, enfim, procurar entender a vida e o pensamento do personagem. Esse método é uma imersão na reportagem. Um dos expoentes dessa prática é o Jornalismo Gonzo, extensão do Novo Jornalismo. Um dos principais jornalistas que aderiu a essa técnica é o Hunter Thompson, que vivia intensamente a observação participante a fim de se aprofundar no ambiente da matéria.

    6- “Elina Ozolina respirou fundo, empinou o nariz e adentrou resoluta o prédio soturno do Departamento de Migraciones, à beira do rio da Prata, em Buenos Aires. Já estivera ali tantas vezes que conhecia de cor o caminho até o guichê aonde tinha que ir para regularizar sua situação na Argentina. Estava preparada para, mais uma vez, expor seu caso às autoridades de imigração. Diante do guichê, deparou-se com o funcionário careca de óculos que tantas vezes a atendera. Mas não deu conta de dizer uma palavra sequer: Elina não se conteve, abriu a boca e engatou um choro copioso e barulhento”. (Tikai atliek raudat, Piauí, edição 59, agosto de 2011.

    “Para não deixar as digitais, o jardineiro nem triscou a cabeça trágica. Saiu correndo e deixou a torneira jorrando. Aos atropelos, deu a notícia ao segurança Cleiton Neves. “Achei uma cabeça”, disse, esbaforido e pálido como a morte. “Uma cabeça humana?”, indagou o colega. “Sim, o problema todo está aí”, retrucou judiciosamente. Cleiton, homem de estômago sensível, fez cara de repulsa – não podia com sangue. Refeitos, os dois se aproximaram a passos curtos do impensável e se puseram a deliberar sobre o que fazer. O melhor, concordaram, era participar a descoberta à autoridade máxima do edifício: o síndico, que, sensato, tratou logo de chamar a polícia”. (Crime na cabeça, Piauí, edição 60, setembro de 2011. Disponível em:

    7- O primeiro eixo deste curso foi esclarecedor. Em primeiro lugar, foi possível entender o universo do jornalismo literário a partir da contextualização histórica e das “rivalidades” com o jornalismo tradicional. Além disso, também já foi possível identificar algumas características desse tipo de escrita, como o caráter autoral das reportagens, o uso de vocabulário ampliado e de metáforas, o detalhamento das informações, as construções de cenas, etc. A primeira parte da disciplina permitiu ainda que a diferenciação entre os dois tipos de técnicas jornalísticas ficasse mais perceptível.

  7. VALE ESTE – NO OUTRO COMENTÁRIO ALGUNS ITENS NÃO SAÍRAM:

    1.
    Os principais autores que contribuíram para as discussões do jornalismo literário são Tom Wolfe, que inclusive criou o manifesto do Novo Jornalismo e sintetizou as principais ideias dessa vertente; Truman Capote, cujo livro A Sangue Frio popularizou o Jornalismo Literário, ainda que existam críticas à verdade dos relatos. Outro autor é Gay Talese, cujo texto apresenta características como descrição detalhada de cenas e diálogos e subjetivação dos personagens.

    2.
    No manifesto do Novo Jornalismo, Tom Wolfe descreve uma nova forma de fazer jornalismo a partir de técnicas e comportamentos. Por exemplo, ele afirma que o texto deve sair da monotonia e convenções, explorar o universo psicológico dos personagens como fluxos de consciência e monólogos; conviver o máximo de tempo possível com a(s) fonte(s); captar cenas, diálogos, etc.

    3.
    O jornalismo literário destaca-se na década de 60. Primeiro porque, nessa época, surgia na juventude a necessidade de diferenciar-se da geração pós-guerra dos pais. A cultura explodiu em rebeldia, o que se refletiu diretamente, por exemplo, na música de bandas como Rolling Stones e The Who. Além disso, surge nessa década a contracultura, que se definia como uma nova forma de fazer arte. Na literatura, esse movimento refletia na transformação do modo de escrever, seja na técnica como no comportamento e no protesto político. Os escritores da Geração Beat, como eram chamados os jovens que compunham essa vertente da contracultura, criticavam o otimismo e o “American Way Of life” que tomaram conta da América após a 2ª Guerra Mundial. Nesse contexto, o jornalismo literário ascende com a proposta de transgredir as técnicas do jornalismo tradicional. A idéia era subverter as técnicas de linguagem como o lide, pirâmide invertida, objetividade. O jornalista deveria imergir na história a ser contada conhecendo a fundo os personagens. Dessa forma, sentindo e experimento o universo a ser explorado, o jornalista poderia relatar o assunto ao leitor com maior fidelidade e detalhamento. Portanto o jornalismo literário surge nessa época também com o dever de informar, mas com maior riqueza narrativa e interpretação.

    4.
    As principais reportagens que posteriormente tornaram-se livros nos EUA têm em comum algumas características consideradas essenciais hoje no Jornalismo Literário. Por exemplo, a subjetividade dos personagens que é apresentada de maneira mais livre das amarras do jornalismo tradicional e com maior riqueza de vocabulário. Além disso, os jornalistas que produziram esses trabalhos imergiram na reportagem, muitas vezes vivenciando o que os próprios personagens viviam como é o caso de Gay Talese em “A Mulher do Próximo”. Para escrever essa obra, Talese viveu em uma comunidade nos anos 60 onde predominava a liberdade sexual. Assim como ele John Hersey em Hiroshima e Truman Capote em “A Sangue Frio”.

    5.
    O método é a observação participante, que consiste em aprofundar-se no universo da fonte ou do assunto a ser explorado. Por exemplo, se o jornalista deve escrever um perfil, ele deve conviver com a pessoa, participar de sua rotina, se possível, enfim, procurar entender a vida e o pensamento do personagem. Esse método é uma imersão na reportagem. Um dos expoentes dessa prática é o Jornalismo Gonzo, extensão do Novo Jornalismo. Um dos principais jornalistas que aderiu a essa técnica é o Hunter Thompson, que vivia intensamente a observação participante a fim de se aprofundar no ambiente da matéria.

    6.
    Elina Ozolina respirou fundo, empinou o nariz e adentrou resoluta o prédio soturno do Departamento de Migraciones, à beira do rio da Prata, em Buenos Aires. Já estivera ali tantas vezes que conhecia de cor o caminho até o guichê aonde tinha que ir para regularizar sua situação na Argentina. Estava preparada para, mais uma vez, expor seu caso às autoridades de imigração. Diante do guichê, deparou-se com o funcionário careca de óculos que tantas vezes a atendera. Mas não deu conta de dizer uma palavra sequer: Elina não se conteve, abriu a boca e engatou um choro copioso e barulhento. (Tikai atliek raudat, Piauí, edição 59, agosto de 2011.

    Para não deixar as digitais, o jardineiro nem triscou a cabeça trágica. Saiu correndo e deixou a torneira jorrando. Aos atropelos, deu a notícia ao segurança Cleiton Neves. “Achei uma cabeça”, disse, esbaforido e pálido como a morte. “Uma cabeça humana?”, indagou o colega. “Sim, o problema todo está aí”, retrucou judiciosamente. Cleiton, homem de estômago sensível, fez cara de repulsa – não podia com sangue. Refeitos, os dois se aproximaram a passos curtos do impensável e se puseram a deliberar sobre o que fazer. O melhor, concordaram, era participar a descoberta à autoridade máxima do edifício: o síndico, que, sensato, tratou logo de chamar a polícia. (Crime na cabeça, Piauí, edição 60, setembro de 2011. Disponível em:

    7.
    O primeiro eixo deste curso foi esclarecedor. Em primeiro lugar, foi possível entender o universo do jornalismo literário a partir da contextualização histórica e das “rivalidades” com o jornalismo tradicional. Além disso, também já foi possível identificar algumas características desse tipo de escrita, como o caráter autoral das reportagens, o uso de vocabulário ampliado e de metáforas, o detalhamento das informações, as construções de cenas, etc. A primeira parte da disciplina permitiu ainda que a diferenciação entre os dois tipos de técnicas jornalísticas ficasse mais perceptível.

  8. Consiste na defesa das técnicas do jornalismo literário como representante legítimo do jornalismo e em uma revolução na hierarquia da produção textual, invocando o direito de jornalistas (mão de obra inferior), escreverem utilizando recursos e técnicas de romancistas. – Douglas Moraes

  9. No contexto de grandes reportagens, e perfis produzidos para revistas, edições especiais de jornais ou livros, e a proposta é envolver o leitor e proporcionar uma imersão mais profunda no fato ou tema narrado.

  10. Dos livros, A sangue frio (Truman Capote), A mulher do próximo (Gay Talese) e A Luta (Norman Mailer), é possível verificar semelhanças, primeiro na imersão sobre o tema, todos vivenciaram experiência intensas sobre o tema que relataram no livro, também na “observação participante” já que durante o processo de apuração e produção dos livros, os autores interferiram diretamente na narrativa e no contexto que estava sendo descrito, além da intensa apuração dos fatos, afim de produzir um material mais rico para seus leitores.

  11. Respondendo o que eu consegui:

    1) Vlado Herzog, Gay Talese, Tom Wolfe e Truman Capote. Não sei se necessariamente nesta ordem, mas todos eles começaram a utilizar técnicas que deram vida ao novo jornalismo.

    2) Foi uma publicação do Tom Wolfe do gênero novo jornalismo ou jornalismo literário. É um jeito de fazer jornalismo em que o texto narrado ganha aspectos e elementos literários parecidos com a ficção, mas também é um período que vai além da construção do texto, atinge a relação do jornalista com a profissão.

    5) Observação participante. O jornalista não vai apenas relatar, mas vai vivenciar como. Por exemplo, se vai fazer uma reportagem sobre uma aldeia indígena, o repórter vai viver como se ele fosse um índio pertencente àquela aldeia. Eu como repórter não vou apenas estar com a fonte, mas como a fonte. Gay Talese fez uma observação participante.

    6) Não sei se vale. Essas duas reportagens do mesmo jornalista (que adoro) me levaram para dentro do cenário, me senti parte dele. Pra mim, houve uma construção cena a cena.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj26099818.htm
    http://bravonline.abril.com.br/materia/regina-duarte

    7) Muitas coisas. Ouvi muito falar em técnica (apuração mais profunda, humanização, elementos literários), mas não tinha muita noção de contexto histórico. Até mesmo aprender do livro “A sangue frio” que nem tudo era verdade acrescentou na bagagem.

  12. Em relação aos autores que mais influenciaram o jornalismo literário, o que me chamou atenção foi Tom Wolfe, por ter marcado o Manifesto do Novo Jornalismo e buscar um outro olhar a construção dos textos.
    Deste modo, em resposta à questão número 2, o Novo Jornalismo é baseado em avançar os limites convencionais do jornalismo e buscar outros olhares, como o uso do fluxo de consciência e os monólogos interiores, por exemplo. Há participação do emocional dos personagens na elaboração dos textos e a incorporação de elementos gráficos que expressem as ações dos personagens.

    Nesse primeiro eixo, pude compreender a base do jornalismo literário e qual sua finalidade, algo que sempre tive dúvida desde o início do curso. Foi possível perceber quão elaborado é o texto literário e sua importância no jornalismo. Por meio das aulas, a busca pela percepção dos aspectos de textos da categoria se tornaram frequentes em minhas leituras.

  13. Prioritariamente devemos citar John Hersey, pela obra pioneira (e aqui falamos de Hiroshima) que abriu os horizontes para o novo estilo de jornalismo. Thruman Capote e Gay Talese, obviamente pela expressividade de suas obras e Hunter Thompson pelas obras de jornalismo literário e jornalismo gonzo (este ultimo é um gosto pessoal visto que nem todas as obras são de estilo gonzo, mas pela criação do novo estilo ou sub-estilo de jornalismo).

    Em termos gerais o manifesto do jornalismo literário consiste em revelar um mundo subjacente aquele mostrado no jornalismo dito tradicional ou hard-news (aquele do “lead”). a maior preocupação do jornalismo literário será sempre a perspectiva subjetiva, o complemento ao texto objetivado do hard-news. é nele, jornalismo literário, que obtemos uma visão minuciosa da realidade.

    Por ter uma proposta de observação do subjetivo e ter uma linguagem que não segue os padrões rígidos do jornalismo tradicional, o literário consegue maior destaque quando se apresenta quase que na forma de uma cronica em cadernos de cultura, gastronomia e comportamento de meios como revistas e jornais, além claro das obras transformadas em livros.

    Observação participante, Técnicas de angulação,Observação participante, são apenas algumas, dentre tantas características presentes em quase todas as obras de reportagens de jornalistas americanos que se tornaram livros.

    A observação participante, método cientifico, praticado principalmente no campo da antropologia, consiste em uma técnica em que o observador (no caso ou o jornalista ou o antropólogo) se encontra nas mesmas condições e pratica as mesmas atividades do grupo estudado e dessa forma entende as relações sociais e afetivas, assim como a estrutura e funcionamento do meio. com esse método o observador gera familiaridade e intimidade com o meio, tornando seu trabalho mais simples no que diz respeito a obtenção de informação subjetiva.

    Nunca tinha ouvido falar em jornalismo literário, Hunter Thompson para mim era apenas um escritor que conheci na adolescência e me fascinou pelo estilo alucinado da narrativa, esse primeiro eixo me fez querer abrir meus horizontes de leitura e consequentemente abrir mais espaço na já apertada prateleira de livros do quarto. antes,o preconceito com o estilo jornalistico de escrita -nos livros!-, agora uma vontade ainda maior de me aprofundar na leitura e no estilo. sou apenas um iniciante… mas estou realmente interessado.

  14. 1) Gay Talese, Norman Mailer, Truman Capote, Marcos Faerman, José Hamilton Ribeiro, Roberto Freire e Tom Wolfe. Porque através deles estudamos o que é jornalismo literário, seus erros, suas experiências, seus acertos e história para podermos entender como surgiu e como é feito, escrito o jornalismo literário. Como no livro de Capote, “A Sangue Frio” ele mistura ficção com relaidade o que não é aceito, já “A mulher do próximo” de Gay Talease mostra seu envolvimente por completo com a realidade, fazendo parte da história que conta.

    2)O novo jornalismo é a ruptura do estilo jornalísticos das redações de jornais e revistas, questionando os padrões. No jornalismo literário não se usa o “lead” , não segue o padrão do jornalismo convêncional, imitando também modelos da literatura.

    3)Em 1960 foi o seu auge. Os jornalistas descobriram e começaram a escrever histórias.

    4)”A mulher do próximo” Gay Talease
    “Hiroshima” John Hersey
    “A Luta” Norman Mailer
    Histórias detalhadas, personagens e o enredo da notícia.

    5)É o método da Observação Participante, por exemplo, uma pessoa vai cobrir como os índios vivem nas tribos e acaba fazendo parte. Come, bebe e vive por um tempo na tribo, participando do meio em que eles vivem.

    6)Novelas, teatros…

    7)Aprendi a história do Jornalismo Literário, me interessei pelos livros e me empolguei para lê-los. Aprendi as teoris como, digressão, fluxo de consciência, foco narrativo, o lead estrela, monólogo interior, etc

  15. 1 – O que mais me marcou foi o Truman Capote e o fato da “paternidade” dele em relação ao jornalismo literário ser bem duvidosa. Tom Wolfe e seu jornalismo literário com uma pitada de petulância também me marcaram.

    2 – O jornalismo literário pretende ser informativo de uma maneira diferente. Informa ao mesmo tempo que conduz o leitor à um nível de imersão e envolvimento que as “hard news” não conseguem promover. Para isso há um trabalho especial com a linguagem, descrições, digressões etc.

    3 – Em revistas e livros. Acho que a proposta é o que respondi na 2 😉

    4 – Descrições: estes livros costumam ser bem descritivos para “levar” o leitor ao ambiente e à época em que o acontecimento se desenrola. Digressões: existe uma “viagem no tempo”, quando conto um fato se faz necessário voltar um pouco no tempo para explicar melhor suas causas, contexto etc. Imersão: O jornalista está face a face com a fonte podendo captar com maior facilidade suas impressões, emoções etc.

    5- Poxa, Cynthia, eu não me lembro.

    6 – Não tenho certeza, mas “O professor destampou o pincel atômico, anotou seu e-mail no quadro e arriscou uma piada num português com leve sotaque. “Meu nome é Martin, como o Martinho da Vila.” Não se fez de rogado diante da indiferença da turma e prosseguiu a aula. Prometeu ensinar aos alunos ao longo do semestre “uma maneira muito legal” de resolver as equações diferenciais. Em duas horas, encheu vários quadros com frases e fórmulas. De vez em quando tirava da cartola um exemplo improvável. Em dado momento, encenou o famoso paradoxo lógico que tenta provar que Aquiles jamais venceria uma corrida contra uma tartaruga – um apagador no chão representou o quelônio, e ele próprio, o herói grego”. As duas vidas de Martin, revista Piauí.

    7 – Aprendi que o jornalismo literário não é um vale-tudo, como comentamos na primeira aula, mas de qualquer forma me identifiquei muito com essa forma mais leve e imersiva de fazer jornalismo. Acho que eu tinha uma ideia do que era, mas aulas me ajudaram a entender como mais clareza quais são os “ingredientes” que formam o jornalismo literário. A questão da digressão foi a que mais se ficou na minha cabeça. As sugestões de livros também foram muito bacanas.

  16. 1 – Podemos citar Tom Wolfe, considerado um dos fundadores do New Journalism, Truman Capote, autor de “A Sangue Frio”, importante obra do gênero, apesar das modificações feitas pelo autor, Gay Talease, John Hersey, entre outros.

    2 – Tom Wolfe escreveu um manifesto do Novo Jornalismo. Ele consiste em mostrar as qualidades do gênero.

    3 –

    4 – Podemos citar A Sangue Frio de Capote, Hiroshima de John Hersey e A Luta de Norman Miller. Os exemplos apresentam um jornalismo de linguagem, personificam a história e dão vida com os diálogos.

    5 –

    6 –

    7 – A vinda do jornalismo literário para o Brasil, o apoio da revista americana The New Yorker, o trabalho do brasileiro João do Rio e as definições de fluxo de consciência e monologo interior.

  17. 1) Tom Wolfe, Gay Talese, Truman Capote. É importante citá-los quando o assunto é jornalismo literário, pois o primeiro teve um papel pioneiro no movimento e os outros dois desenvolveram o gênero, abrindo novas possibilidades.

    2) Consiste na proposição feita por Tom Wolfe de aplicar técnicas literárias ao jornalismo, mesclando, assim, diferentes gêneros textuais, como narrativas e descrições. Há um maior envolvimento dos jornalistas, que buscam abordar os acontecimentos de forma criativa e inovadora.

    3) Em livros e revistas, por estes possibilitarem maior espaço e menos amarras aos textos. A proposta era aprofundar os assuntos, possibilitando uma imersão dos leitores nas histórias (reais) contadas.

    4) São utilizadas técnicas semelhantes, como os fluxos de consciência (correntes de pensamentos aleatórios, no início, mas que podem gerar alguma ideia), monólogos interiores (conversa mental do personagem com ele mesmo), o uso de diálogos e de descrições.

    5) Alguns deles usam da observação participante, um método comum em pesquisas sociais, que consiste na vivência daquilo que é estudado, pelo pesquisador.

    6) Trecho do texto “Sobre meu pai”, de Saulo Szinkaruk Barbosa (publicado na revista Piauí de 03/2014):

    Era um ritual que Roberto repetia com frequência. Vestia meias grossas, calças de lã, camiseta, camisa, pulôver de gola em V e sobretudo. Deitava-se sobre a colcha de chenile que cobria a cama feita. Cruzava as mãos sobre o peito e assim permanecia. Totalmente imóvel, não fossem os olhos a perscrutar ansiosos o teto do quarto, como quem tenta identificar com a visão o barulho que os ouvidos estão esperando. Quando sua mulher perguntava o que estava fazendo, a resposta vinha firme, com convicção: “Estou pronto para a guerra.”

    7)Aprendi sobre a história do jornalismo literário e conheci alguns dos principais representantes do gênero (nacionais e internacionais).

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