Pesadelo de menina

Bom dia!

O texto dessa semana na verdade é um artigo, que foi publicado no Estadão esta semana da antropóloga Debora Diniz que fala sobre a polemica declaração da cantora Xuxa ao programa Fantástico da Rede Globo.

Boa Leitura

Xuxa em Sonho de Menina foi um filme para crianças. A personagem vivida pela rainha dos baixinhos era uma professora de matemática que sonhava em ser atriz. Sem grandes expectativas de roteiro, o filme combinou fantasia com relances biográficos de Xuxa, uma mulher também a meio caminho entre a realidade e a ficção. 

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7 comentários

  1. Sem querer entrar muito na questão “Xuxa” ou “audiência”, o tema abuso sexual na infância é muito importante e o texto soube discutir abertamente sobre o tema. A forma com que a antropóloga aborda a questão utiliza argumentos da história da Xuxa para explicar como é comum isso acontecer. Débora também se utilizou de argumentos para retirar a culpa dos ombros dessas crianças e alertar os pais, professores e adultos que convivem com ela, para que percebam quando ela pode estar sendo violentada. Para montar o enredo do texto, a antropóloga utiliza elementos como a menção ao filme “Xuxa em Sonho de Menina” e um trecho da música “Ciranda da Bailarina”, de Chico Buarque, que enriqueceram sua fala e afirmaram trechos do seu discurso em defesa das crianças. No geral é um bom texto que consegue mensurar o tamanho do problema no país.

  2. Desde a polêmica entrevista da Xuxa para o Fantástico apareceram inúmeros textos falando sobre o assunto, alguns bons e muitos ruins. Todo mundo quis comentar a história, mas poucos têm propriedade para isso.
    O texto é bom, principalmente porque não fica querendo julgar o sensacionalismo de ela ter dito o que disse em rede nacional, mas explora o que foi dito e as conseqüências que o fato teve na vida daquela pessoa, porque ela é uma pessoa e naquele momento, mais do que em qualquer outro de toda sua carreira, ela se mostrou humana como todos nós e foi neste contexto que o artigo foi escrito, humanizou a pessoa.
    Os muito que criticaram ignoraram o fato de que depois deste depoimento o número de ligações para o disque denúncia dos direitos humanos aumentou 30%.
    A brincadeira com o nome do filme foi bem colocada, ela usou no título e explicou o que era no texto para não deixar ninguém desinformado.
    A narrativa é bem construída, tem começo, meio e fim e nos faz refletir de maneira inteligente sobre um tema que foi amplamente explorado pela mídia.

  3. O autor fala sobre a XUXA diversas vezes. Talvez porque ela pessoa que serve como exemplo, ou talvez, apenas por que ela está na mídia e trouxe esse assunto que sempre existiu a tona, mas que nunca foi tão falado.
    Achei o texto MUITO baseado na experiencia de uma só pessoa. Claro que, infelizmente, são são todas as crianças e adolescentes que tem a coragem de vir a público e falar de um assunto tão polêmico, mas que com ctz se viesse, não teriam essa repercussão toda.
    Bem escrito e com um leitura fácil, o artigo não deveria ter sido tão limitado ao que está em alta na TV. Talvez se abordasse mais dados estatísticos ou mais personagens, eu tivesse simpatizado mais.

  4. O modo como Xuxa falou em rede nacional sobre abusos sofridos quando tinha apenas 13 anos de idade foi polêmico e ninguém esperava por isso – nem mesmo seus familiares, de acordo com vários veículos de comunicação que no dia seguinte a exibição do programa Fantástico não deixaram de falar sobre o assunto. O texto apresentado é neutro, com pontos de descrição que mesclam realidade e um mundo de fantasias, com detalhes de expressões e reações da atriz global e cantora durante seu relato.
    Polêmico, mas útil. O número de denúncias sobre abusos cometidos contra outras meninas vêm aumentando após o depoimento da rainha dos baixinhos. Se realmente aconteceu acho difícil saber, mas contribuiu de alguma maneira para que meninas e suas mães criem coragem – e entendão o quanto importante isso é – para denunciar parceiros, maridos, irmãos, pais e outros homens que cause qualquer tipo de trauma às suas filhas, netas, sobrinhas, irmãs… Enfim. Qualquer abuso deve ser denunciado, homens que sentem prazer ao molestar uma menina – seja na idade que for – merece ser punido de forma justa pelo seus atos.
    Quanto mais pessoas estiverem envolvidas nesta causa, melhor será.

  5. Debora Diniz surpreende em seu artigo pelo embasamento que carrega. Afinal, ela é antropóloga. Assisti ao depoimento de Xuxa com certas emoções bem confusas. Um misto de ‘olhem pra mim porque estou sumindo na mídia’ e também ‘seria necessário a tal declaração em rede nacional?’. Logo depois da declaração de Xuxa li mais textos negativos sobre o depoimento do que positivos. Principalmente, pelos trabalhos que Xuxa vez antes de se tornar a Rainha dos Baixinhos. Fiquei bastante surpresa com o texto de Debora, principalmente, porque não precisou de muitas páginas para dizer o que acreditava ser importante. Sob fatos a antropóloga dispõe a situação horrível que é ser abusada quando ainda se é uma menina. Sobre isso, só consegui falar quando parti para a terapia, aos 30 e poucos anos. Confesso que guardamos sim. Hoje sou mãe e observo o que rodeia meu filho para que isso não aconteça. O artigo foi honesto, colocado de uma forma em que o assunto se põe antes da história da Xuxa. Ao contrário do que vi nas semanas seguintes: todo mundo queria encontrar o passado feio de Xuxa para justificar o abuso sexual que passou quando criança. Só posso concluir que aos 10, 12 ou 13 anos o inimigo mora ao lado. Ela ainda não estava fazendo filmes ou posando para revistas adultas. Uma coisa não justifica a outra. Mas, é difícil dizer até onde nos debatemos na idade adulta por causa de uma fato estúpido em que nos encontramos só. Isso não se apaga. Parabéns a antropóloga pela coragem de, simplesmente, creditar o fato e, não, as possíveis causas.

  6. Olha é muito tocante esse artigo. Os roteristas brincam que “a história é rei”, e não duvidaria que algo sobre a rainha dos baixinhos ganhasse a telona daqui uns anos. O que mais me chamou mais atenção que é um texto escrito por uma antropólaga, e mesmo assim o artigo tem uma “literalidade” intrigante. Não que uma antropólaga não poderia escrever dessa maneira, mas Débora mesmo num artigo realiza uma jornada biográfica da atriz pincelando seus principais casos amorosos. Além de usar comparações com filmes e músicas. É um texto rico que mesmo com a leveza da autora, o artigo não deixa de ser claro e mobilizador.
    Mais uma vez obrigado pelo texto

  7. O texto da antropóloga Débora Diniz usa o depoimento concedido pela Xuxa, no Fantástico, para abordar um tema polêmico, mas infelizmente, muito comum no cotidiano de algumas garotas; o abuso sexual. Através do seu texto Débora mostra a dificuldade que essas vítimas enfrentam para conviver consigo mesmo e com as pessoas a sua volta. A situação delicada de algumas mães, que quando descobrem a verdade não tem coragem de denunciar o agressor, seja por motivos financeiros, culturais ou até mesmo medo de represálias.
    A antropóloga ressalta também a importância que as escolas possuem nessa situação, visto que a vítima altera o seu comportamento e o seu desempenho escolar oscila. Os educadores devem ficar atentos as crianças e adolescentes, já que a ajuda em casos de abuso é primordial. Débora comenta em seu texto que ninguém é capaz de lidar com uma situação dessas sozinho.

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