O tiozão conquistador

Texto de Márcio Caetano na Piauí de Maio fala sobre a idade ideal de uma namorada. Um texto muito divertido e leve.

Boa Leitura!

“Em primeiro lugar, preciso esclarecer que só aceitei publicar este depoimento porque uma estagiária bem jeitosinha aqui da imobiliária, que acaba de completar 23 primaverinhas, me disse – com aquele jeitinho de estagiária jeitosinha que acaba de completar 23 primaverinhas – que achariairado ver o meu nome estampado nas páginas desta revista, cujas capas, segundo ela, são sinistras. Confesso que não conhecia. Minhas leituras vão mais na direção de Cigar Aficionado e Yachts & Boats.”

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16 comentários

  1. O texto de Marcos Caetano sobre Rodolpho Parodi é simples, direto e com pitadas certas de bom humor. A narrativa envolve o leitor de maneira que o texto flui em um
    enredo completo: com começo, meio e fim.
    Particularmente, me pareceu um desabafo sobre as dificuldades de um homem que já passou dos 50 anos tem para encontrar uma boa companhia com mulheres que não passem dos 30 anos – ou seja, uma diferença mínima de 25 anos entre um e outro.
    Na visão de Parodi as garotas estão antenadas naquilo que faz parte da juventude delas e só. Ele é quem tem que se adaptar a isso, porque elas não estão dispostas a trocar um show do Luan Santana ou um filme no qual ele não vê nada de interessante, só para que ele se satisfaça.
    Apesar da insatisfação que ele demonstra em ter de fazer essas adaptações para ficar com as garotas acho natural que seja assim. Mulheres costumam ser mais maduras que os homens, tanto é que muitas procuram relacionamento sério com homens cinco, seis anos mais velhos que elas, porém a diferença de idade entre um homem de 55 anos e uma mulher de 23, por exemplo, é grande e dificilmente os dois terão os mesmo conceitos de vida.
    Talvez o ideal para ele não seja seguir as ideias de uma “estagiária jeitosinha que acaba de completar 23 primaverinhas”. Com a vivência que ele tem, melhor seria uma “quarentona” que entendesse melhor os gostos e anceios dele, mesmo que por uma única noite do que se envolver com várias meninas jeitosinhas.

  2. Marcos Caetano escreve de uma maneira leve e divertida, mas não deixando de ser um pouco óbvio e caindo na generalização. O texto é bem escrito e relata um típico personagem: o homem mais velho que só se interessa por mulheres mais novas, até aqui, sempre existiram “tipos” desses. A atualidade do texto fica por conta das modinhas: Restart, Luan Santana, Ice em coolers… E aí o autor não parece saber muito sobre o que fala, a não que o “tiozão” se interesse por adolescentes de 12 a 17 anos, ele raramente irá encontrar uma mulher de 23 anos (ou primaverinhas) que goste de Restart, de homens de camisa xadrez (que estejam fora da balada sertaneja), de skatistas, que usem tênis laranja.

    A veracidade do texto para mim fica por conta das situações que o tiozão se submete aos sair com mulheres bem mais novas, estas sim me parecem a realidade enfrentada por eles, situações bem descritas, divertidas e que não deixam de ser uma crítica ao sexo masculino por não saberem valorizar mulheres mais velhas.

  3. Gostei muito do texto do Marcos Caetano, é um leve e divertido que dificilmente a gente encontra por ai. Ele faz um perfil das mulheres com menos de 30 anos e dos “tiozões” que querem conquistá-las. Achei interessante ele falar que os jovens ficam repetindo “tipo” como se fosse vírgula, e no último parágrafo ele exemplifica isso, fazendo com que o leitor o imagine falando aquela frase.

  4. O texto “O tiozão conquistador” escrito por Marcos Caetano é bem leve, de leitura fácil, mas bem detalhada, que descreve bem a realidade da sociedade moderna, que de certa forma só aceita as pessoas com mais de 50 anos se elas foram modernas e estiverem antenadas as novidades tecnológicas, musicais e de estilo.

  5. O texto é bem descritivo, real e mostra a fraqueza do “tiozão” em aceitar que está envelhecendo e que não quer, ou não consegue, se interessar por mulheres de sua idade. Admite ter dificuldades com gírias e teconologias das gerações mais novas que a dele e, ainda assim, não cita a possibilidade de conhecer e sair com pessoas mais velhas, que tenham os mesmos gostos, provavelmente, devido às temidas “pelancas”.
    Chega a ser cômico e até um pouco ridículo os casos que conta dos amigos também, usando da digressão, como a tatuagem da banda Restart que é ídolo de adolescentes, não de mulheres de vinte e poucos, faixa etária preferida do seu lobo.
    Enfim, vale lembrar que as mulheres se cuidam cada vez mais e que os 50 são os novos 30, segundo a atriz Sharon Stone. Será que o tiozão teria chance com ela?

  6. Sempre achei curiosa a técnica de se escrever em primeira pessoa sobre, na verdade, uma terceira pessoa. Mas tenho dúvidas: o repórter não corre o risco de o perfilado não gostar ou se ofender com algo que ele escreva? Não que eu ache que seja o caso desse texto. É realmente um texto muito leve e divertido, que imagino não ofenda nem mesmo às mulheres com mais de 40, ‘desprezadas’ pelo ‘tiozão’. Não tenho o costume de ler Piauí, mas tinha a impressão de que os textos nela publicados eram sempre mais sérios… me surpreendi com este. É um bom exemplo de que o texto do jornalismo literário não precisa ser denso. Muito bom!

  7. Achei bacana o texto, apesar do parágrafo final parecer desconexo e exagerar na dose (com tantos “tipos”). Aliás, concordo com o comentário da Monique (primeiro), já que o autor, Marcos Caetano, bate na mesma tecla: das modinhas de Restart, Luan Santana e etc, e deixa a “estagiária jeitosinha” completamente esteriotipada (sei que é a ideia, mas achei “quadradona”).
    Enfim. O texto cumpre seu papel de sátira, o que em literário é por vezes difícil, já que corre o risco de cair em tom piegas e tirar o humor.

  8. Olha obrigado pelo texto, eu gostei muito por ser leve e com muito humor. Impagável a tatuagem do Restart. Bom mas para mim o grande mérito do autor Marcos Caetano é escrever em primeira pessoa, quantas vezes não me perguntei se era o próprio Rodolpho Parodi que estava escrevendo, até fui proccurar de novo o nome do jornalsita. E isso deu força a narrativa. Fora as comparações entre gerações e as críticas veladas sempre com muito humor. O texto até faz inspirar a escrever melhor

  9. hahahaha. Teeexto muito irado. Como o Danilo disse, texto muito bem escrito em primeira pessoa. Com pitacos de humor e irozinando a atual realidade o texto de Marcos Caetano se encaixou bem no jornalismo literário.

  10. Texto bastante descontraído e com ótimas sacadas feitas pelo autor, Marcos Caetano. Com uma linguagem fácil, atual e sincera, ele passa ao leitor um relato (não apenas da sua vida) que pode representar a vida de vários cinquentões no Brasil, tendo que lidar com as modernidades e a cultura jovem presente nos dias de hoje. Feito em primeira pessoa, Caetano descreve, ao ponto de vista de um homem (obvio), as dificuldades encontradas pelos mais velhos em ingressar-se na rotina diária de uma pessoa mais nova, sempre com o mesmo objetivo, conseguir uma transa ! aahahahha

  11. O texto é muito bom e exemplifica como algumas atitudes masculinas são tão patéticas a ponto dos homens abrirem mão da própria identidade para conquistar moças mais jovens, mas enfim, a vida é de cada um e não sou eu quem vai discutir essa questão. Em relação ao texto, também me peguei achando que o autor fosse o próprio Rodolpho Parodi, justamente por estar em primeira pessoa. A riqueza dos detalhes de como não parecer um tiozão está presente no texto, que é muito leve e divertido. É uma triste realidade a dos solteirões com mais de 50, que tem que parecer a todo momento um “velho discolado”, porém, o texto retrata essa obrigação de forma bastante natural.

  12. As possibilidades do jornalismo literário surpreendem mesmo. O texto é fluído e gostoso de ler. O autor faz do esteriótipo, do qual o próprio personagem critica, uma forma dele se conectar e dar leveza ao texto. Por exemplo, “Uma gatinha, tipo que conheci outro dia num show do Luan Santana, está tipo passando aqui em casa para pegarmos tipo um cineminha”. A situação de Rodolpho Parodi é o caso particular que sugere uma generalização: a crise dos tiozões que, não é um assunto tão em voga, mas que por meio do texto desperta reflexão.

  13. Adorei o texto, é bem leve e a leitura flui. Eu só achei que o tema dava para ser mais explorado, o texto até ficou um pouco curto, acaba quase que do nada, ele está falando algo e de repente se despede, até achei que havia imprimido errado.
    Entendi que foi para dar “descolado” para a leitura, mas não sei se funcionou muito bem, eu, sinceramente, poderia ler mais umas duas folhas deste texto que não acharia maçante.
    Acredito que se ele usasse mais o recurso de descrição cena a cena, contando mais histórias de seu cotidiano o texto seria até mais engraçado e legal. Mas isso não quer dizer que esteja ruim, está bem legal.

  14. Muito bom o texto, bastante descritivo. O autor explora os estereótipos muito bem, e faz com que o leitor consiga visualizar os “tiozões” e as “gatinhas com menos de 30 anos”. o bom humor do autor junto as críticas criou um texto muito divertido.

  15. Texto leve, direto e muito engraçado.
    A história de Márcio com certeza faz muito “tiozão” se identificar por ai. O cara sabe se auto-satirizar e faz isso muito bem.
    É interessante a forma como eles se introduz no texto, se descreve de forma bem discreta, e só assim conseguimos saber que ele já não está tão em boa forma. Ele fala das próprias banhas, e da necessidade de medicamento pra ter ereções, mas sempre mantendo o bom humor.
    Talvez prefira não se vangloriar pelo fato um ser solteirão pegando menininhas, não apenas para manter a humildade, mas sim, pq talvez não haja tantas vantagens assim, como no final do texto em que ele diz quase sentir atração pelas quarentonas.

  16. O texto por ser em primeira pessoa, nos leva ao que o autor quis retratar. Divertido, detalhista e de fácil leitura. O jogo de linguagens, o modo 23 anos “jeitosinha” de conversar e o modo 50 dos anos “pelancudo” é bem interessante. Seria um literário contemporâneo?

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