Um bando de Guerreiro

A revista Brasileiros  publicou um mês atrás, uma matéria sobre a construção do novo estádio do Corinthians, o Itaquerão. Vale a pena conferir a matéria e o ensaio fotográfico, que mostram os bastidores desta obra.

Pinceladas nervosas de amarelo e laranja rasgam, no horizonte, os estertores da noite. Sete da manhã, quinta-feira, 23 de fevereiro (horário de verão em vigor). Bairro de Itaquera, em uma ponta da Zona Leste de São Paulo onde a Radial já trocou várias vezes de nome. A alvorada que se anuncia, lentamente, em nesgas coloridas, impõe um silêncio meio tristonho, como que a respeitar o bocejo dos preguiçosos e o sono dos retardatários.

Boa Leitura.

 

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10 comentários

  1. Pauta desgastada, falada, falada, falada e uma reportagem da revista Brasileiros consegue inovar. A matéria é incrível, artística, eu diria. Os recursos de descrição nos leva, literalmente ao Itaquerão. Detalhes, objetos, traços das pessoas e dos cantos do estádio. Os personagens escolhidos mostram a diversidade de pessoas que trabalham e vivem na construção. Mesmo assim, o texto não se isenta de falar sobre as recentes transformações da região e também contextualiza e nos dá um embasamento histórico. Enfatizo o enfoque sobre a presença de mulheres nas obras e o pertinente convite a um dos maiores fotógrafos do Brasil, Cristiano Mascaro para retratar com maestria e poesia a construção de um dos palcos da Copa de 2014.

  2. Uma matéria completa e bem feita. Texto, foto e vídeo. Acho que esta é uma boa forma de definir o “Aqui tem um bando de guerreiro”. Os autores André de Oliveira e Nirlando Beirão mesclaram os depoimentos de personagens com dados importantes da obra, deixando a matéria mais leve e interessante. A presença de diálogo e uma linguagem simples também favorecem para aproximar o leitor do texto. Outra coisa que eu gostei bastante são as brincadeiras que os autores fazem com as palavras: tudo gira em torno da paixão e da rivalidade existentes no futebol, como pode ser visto neste trecho: “FUTEBOL é terreno em que a paixão cega a razão e a gente pode ficar discutindo até a COPA, com argumentos meramente emocionais, se o Itaquerão – ou o Fielzão, ou tenha o nome que tiver – deve ou não existir. OS RIVAIS detonam e fazem vodu”

  3. Com vocabulário que se torna atrativo aos leitores e foge da objetividade do texto jornalístico, os autores André de Oliveira e Nirlando Beirão narraram detalhadamente a chegada dos operários ao canteiro de obras do estádio Itaquerão naquela quinta-feira, 23 de fevereiro. Bem característico do jornalismo literário, os autores descreveram as peculiaridades dos personagens e o clima descontraído entre eles, sem deixar, no entanto, o texto cansativo. Além disso, a reportagem está bem completa, traz informações sobre todo o processo de construção desse empreendimento e um belíssimo ensaio fotográfico.

  4. Achei o texto interessante em diversos aspectos. O primeiro deles é de que os jornalistas conseguiram falar da obra de um jeito novo – que ainda não havia lido -, uso de informações de dados e também trazendo elementos fora do senso comum, como no caso do financiamento via BNDES, que uma hora ou outra o Corinthians terá de pagar. No aspecto literário, achei interessante o modo como os autores fizeram uso dos princípios do texto literário. Ficou bem sutil e interessante a utilização da descrição cena-a-cena e a digressão. O que mais chama atenção, depois do texto, é o esforço da revista na convergência de mídias utilizando texto, (ótimas) fotos e vídeo.

  5. Texto muito bem escrito e fotos maravilhosas. Não sei se foi a intenção do fotógrafo Cristiano Mascaro, mas o PB das fotos combinou com o estilo corintiano. Os termos usados na matéria fazem com que a leitura flua bem, tornando possível se envolver com a história desses trabalhadores. Os personagens usados também favorecem a matéria, sempre com boas histórias e “causos”.
    Uma boa sacada do autor foi também evidenciar a participação das mulheres em uma obra “considerada” masculina. Mesmo de forma rápida, André de Oliveira e Nirlando Beirão, descreveram um pouco do trabalho da engenheira peruana, Juana Veronica Bernaola. Gooostei. 🙂

  6. Texto muito bem escrito e fotos maravilhosas. Não sei se foi a intenção do fotógrafo Cristiano Mascaro, mas o PB das fotos combinou com o estilo corintiano. Os termos usados na matéria fazem com que a leitura flua bem, tornando possível se envolver com a história desses trabalhadores. Os personagens usados também favorecem a matéria, sempre com boas histórias e “causos”.
    Uma boa sacada do autor foi também evidenciar a participação das mulheres em uma obra “considerada” masculina. Mesmo de forma rápida, André de Oliveira e Nirlando Beirão, descreveram um pouco do trabalho da engenheira peruana, Juana Veronica Bernaola. Gossstei 🙂

  7. Gostei da forma como o texto foi dividido. Achei bem interessante, o jornalista foi por tópicos e em cada um deles foi destacando coisas importantes (como por exemplo o tópico sobre o Mestre de Obras Pará, em que conta um pouco sobre a sua vida e como a construção do Itequarão e sua vida se misturam). A presença de pequenos diálogos, fez com que o texto se tornasse mais descontraído e de fácil leitura, não se tornou uma coisa pesada para ler. A reportagem traz informações sobre como está o andamento da obra e de outras questões que a envolvem também, tornando o texto bem completo. O ensaio fotográfico também completou a reportagem, dando vida a tudo aquilo que foi escrito (gostei bastante das fotos em preto e branco, achei bem interessante, deixou o ensaio mais bonito).

  8. A reportagem da revista Brasileiros sobre a construção do novo estádio do Corinthians, o Itaquerão, se encaixa perfeitamente no estilo literário, justamente por trazer em detalhes o dia a dia da obra e as transformações que foram ocorrendo. A rotina dos trabalhadores que ajudam a construir o estádio é mostrada de forma detalhada e faz com que consigamos imaginar toda a movimentação no local. O vídeo e o ensaio fotográfico apenas materializam tudo o que foi descrito no decorrer do texto.

  9. Os repórteres conseguiram uma forma simples e sensível de descrever o andamento de uma obra que gera polêmica desde de seu início, e continuará gerando até seu término.
    Um breve momento da vida de 1600 homens que trabalham ali foi retratado muito bem pelas fotos impecáveis de Cristiano Mascaro. As descrições e certas frases de alguns personagens que representam a equipe como um todo, também contribuiram muito para o conteúdo ainda mais rico.
    O impacto que esta obra já causa em Itaquera, e o que pode trazer de positivo após o término da Arena, não foi deixado de lado, trazendo à tona o enfoque jornalístico e menos literário, obtendo assim, o equilíbrio entre fatos, relatos e descrições que fazem o leitor imaginar a face do trabalhador e os locais por onde ele passou enquanto trabalhava.
    O último parágrafo foi destinado a falar de uma mulher, e essa escolha foi uma ótima finalização para o texto, ao meu ver, pois mostra o espaço que elas estão conquistando a cada dia, e as barreiras que estão quebrando em todos os ambientes profissionais, inclusive em canteiros de obras, uma atividade que, há alguns anos, seria vetada ao sexo feminino.

  10. Uma trilogia perfeita. Texto de André de Oliveira e Nirlando Beirão e fotos de Cristiano Mascaro. Genial. Um dos textos mais interessantes que já li em que a linguagem coloquial se mescla a um vocabulário abastado. Até dicionário tive de consultar. O esforço dos trabalhadores, a organização da obra, a vida em segredo que mora lá, as conversas, o andamento da construção e o desfecho na mulher que tem a mesma importância na imponência do complexo Itaquerão. Igualar notícia, emoção, imagem e diversão – alguns termos usados no texto são divertidíssimos – realmente não é para todos. E diria mais: pinceladas de ousadia quando colocadas as palavras ‘peãozada’ e ‘varapau’, por exemplo, dão o rumo da história contada pela Brasileiros. Outro recurso que tiro o chapéu é o uso do diálogo com travessões, assim como aprendemos no primário. E a viagem é ainda mais aguçada quando se observa as fotos. Não poderia deixar de observar o último parágrafo em que um fato se torna brincadeira: (…) Ela, que nem time tem no Peru, confessa que está feliz “de fazer parte de um projeto que envolve o Corinthians, por sua força, sua energia, seu coração”. Pelo jeito, “a peruana” se converteu.

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