Roberto Civita

Boa tarde! Por sugestão da Aluna Thaísa Lopes, do Matutino, vamos publicar esta semana um texto sobre o Roberto Civita, dono da Editora Abril.

Obrigado pela sugestão Thaísa!

Boa Leitura.

Roberto Civita exibe uma face risonha. Mas isso não significa que se preocupe em agradar ao interlocutor. Dono da maior editora de revistas da América Latina e criador de “Veja”, a quarta maior revista semanal de informação do mundo, o controlador do grupo Abril diz que não precisa e não sabe “agradar a todo mundo”.

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11 comentários

  1. O texto ao colocar a posição de Civita ao afirmar que a revista Veja não precisa ser imparcial e que quem não gosta, que compre outra coisa amarra muito bem com a trajetória do personagem, que é justamente a de “não lutar contra a corrente”. A construção permite compreender o motivo do dono da Abril de defender a linha editorial da revista.

    Outra coisa bacana é a humanização de Civita, o tornando para o leitor um diretor “agradável” e longe da figura sisuda que passa. Passagens como: “Ele e a fotógrafa escolhem frutas fatiadas; eu, sorvete de ameixa, muito bom” mostram que a conversa foi igualitária e sem um deadline preciso, já que até a hora da sobremesa foi compartilhada com o personagem, e depois também o cafézinho.
    Além disso, o fato do texto ser narrado de forma cronológica ajuda o leitor a acompanhar o ritmo da entrevista como foi feita, como se ele também participasse do almoço com o diretor da Abril.

  2. Um ótimo texto e mais um excelente exemplo de como o jornalismo literário deixa um texto rico e cheio de detalhes. O texto dá a sensação de que estamos participando da conversa. Talvez esse seja um dos pontos fortes do jornalismo literário, de acolher todos os tipos de leitores e torná-los parte do texto.

  3. A começar pela estrutura da reportagem, achei interessante o fato da repórter mudar o tema das perguntas a cada mudança de refeição, aproveitando o gancho da vinda da sobremesa para mudar de assunto e a mesma coisa com o cafezinho. A narrativa é completa, dá para imaginar o Civita dizendo para a fotógrafa parar de tirar fotos, é interessante também o jeito como a repórter coloca esses acontecimentos de um modo não jogado no texto.
    Em relação ao próprio Civita, acho que surpreendeu a todos quando ela começa a contar a história dele, e não dava para imaginar que ele era um estudante de física e que se saía muito bem nesta área. O ponto forte da entrevista, acredito que seja quando ele diz que não precisa agradar todo mundo e mostra ao mesmo tempo o lado ambicioso onde destaca que não aceita não ser o primeiro: “Essa coisa de não agradar a todo mundo, eu não sei agradar a todo mundo. Eu aceito qualquer coisa, menos não ser a número um. Nós queremos fazer revista de qualidade, íntegra, com convicções e que lidere o seu mercado.”

  4. Gostei bastante do tipo de texto usado, passou um Civita sensato e humilde, diferente do que muitas publicações dizem por ai.
    Sem contar na história de vida dele! A ideia de ser grande, muito bacana.

    Não gosto da Veja, mas querendo ou não, ele tem razão, lê quem quer e quem concorda com a posição da revista.

  5. O texto é ótimo e consegue mesclar a vida pessoal com a profissional de Civita, claramente uma atrelada à outra, principlamente por ser uma empresa passada de “pai para filho”. Também deixa claro o porquê de a revista Veja ter sido tão influenciada pela “Time” dada a admiração que Roberto Civita tem pela revista.
    Mostra como uma conversa de almoço pode render uma história interessante que nos faz querer ler para ver o que vai acontecer com a chegada da sobremesa, não só pela importância do empresário, mas pela forma como a autora do texto o escreve.
    Para mim, apesar de mostrar o lado jornalístico dele, pelas suas palavras Civita me passou a impressão muito mais de um homem de negócios do que um jornalista em si. Um homem de apurada visão de mercado e que dedica sua vida à Abril.

  6. Roberto Civita sempre me pareceu um homem um pouco arrogante e duro. Minha visão sobre ele mudou com esta leitura, e hoje, vejo nele um homem mais humilde e muito determinado. Apesar de ele não ter escolhido jornalismo como sua profissão de vida inicialmente, ele seguiu o caminho certo e fez isso muito bem. Afinal está a frente de um verdadeiro império da comunicação atualmente e por mérito próprio. A ideia de não querer e nem tentar agradar a todos é um ponto a favor dele, e um dos méritos de seu sucesso, no meu ponto de vista.

    O texto foi muito bem escrito, o vacabulário é simples e a leitura acontece de forma fluída, leve. Não é um texto cansativo. Pelo contrário, instiga o leitor a ir até o último parágrafo.

  7. Meu filme favorito é Cidadão Kane!
    Parece piada pronta do José Simão mais não é haha, está presente numa reportagem no melhor do literário no jornal Valor Econômico Parem as másquinas! A repórter foi muito feliz ao abrir o diário não publicado dos Civita.
    Para a mim a revista Veja é o retrato dele, tem seu gene. Quando jovem idealista a revista mesmo não dando lucro enfrentava o regime militar. Ora quando mais idoso carimbado, a Veja muda seu estilo passa a reproduzir de certa forma suas idéias.
    Mas a grande lição que fica é aquela frase de Donald Trump, e que os Civitas são exemplo: “Já que tem pesar, pense grande!”

  8. O texto é de interesse público já que é uma figura pública, Civita influência a vida de muita gente no Brasil, e é legal ver como a “Veja” se parece com seu dono desde a juventude até a maturidade. O sucesso de Roberto Civita veio por ser muito inteligente buscando sempre mais, nunca satisfeito com que já tem. Ele ensina algo importante ser grande.
    Não é engraçada essa briga entre Civita e o esquecido Carta, em seu semanário a Carta Capital fala dos negócios entre Cachoeira e a Editora Abril. Porque será dessas férias tranqüilas?

  9. O texto é muito rico. Adorei a forma com que a repórter descreveu o ambiente, é possível imaginar toda a cena. O texto literário é ótimo por passar que existe uma pessoa vivendo aquele momento, aquela entrevista. A história do Civita é incrível, explicando o incontestável sucesso da Veja. Os comentários que ela faz torna o texto mais descontraído, a leitura flui muito bem.

  10. O texto é muito rico. Adorei a forma com que a repórter descreveu o ambiente, as expressões, é possível visualizar a cena por completo. Uma coisa que gosto no texto literário é a humanização, você sente que há uma pessoa escrevendo o texto, vivendo aquele momento.
    A história do Civita é incrível e explica o incostestável sucesso da Veja e Abril.
    Os comentários da repórter ao longo do texto o deixa descontraído e a leitura flui facilmente.

  11. É um perfil bem padrão de jornalismo literário. Começa descrevendo fisicamente o entrevistado (sorriso, roupas que veste), em seguida dá detalhes do ambiente para situar o leitor e, então, dá voz ao personagem ao transcrever falas da entrevista. Faz uso de linguagem bem simples e leve, sem de modo algum ser pobre.

    O mais interessante é como a autora vai intercalando informações do passado que mostram a história de Civita com trechos de fala dele, que ajudam a mostrar quem ele é hoje. Há uma mescla equilibrada de informações com descrições (eu, por exemplo, não sabia da juventude dele vivida nos EUA) e ainda dá espaco à opinião do perfilado, que, percebe-se, não por acaso, tem ecos da Veja.

    É um texto muito equilibrado ao descrever o personagem no passado e no presente. E, a despeito de todas as polêmicas que envolvem seu sobrenome, Civita é um grande personagem.

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