Xingu

Boa tarde!

Para começar o feriado e dar uma aguçada em quem escolheu o livro que fala sobre o Xingu para a roda literária, hoje eu trago pra vocês uma matéria exibida no fantástico de domingo passado.

Bom divertimento!

Três irmãos em busca de aventura. Uma expedição rumo ao desconhecido. A luta para salvar povos ameaçados em pleno coração do Brasil. Parece roteiro de filme épico. E é. Mas é principalmente um pedaço da história do Brasil: a extraordinária vida os irmãos Villas-Bôas.

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5 comentários

  1. A reportagem sobre o Xingu exibida no programa “Fantástico” da Rede Globo, mesmo sendo televisiva e não escrita, usou elementos descritivos para mostrar a história dos irmãos Villas-Bôas, que lutaram para salvar povos indígenas ameaçados por uma série de problemas, como o desmatamento e a falta de proteção.
    Ao longo da reportagem, vamos conhecendo como vivem os índios e que a modernidade também chegou até eles, como a televisão e o carro, mas que não deixaram de lado suas tradições antigas.
    Por fim, assistem ao filme “Xingu” em uma imensa tela e veem que a incessante luta dos irmãos Villas-Bôas para que o governo reservasse um espaço para os índios, que é o Parque Nacional do Xingu, se eternizou nas telas do cinema.

  2. Matéria muito boa. O repórter consegue dialogar com quem conhece a história do Parque Nacional do Xingu e sabe o contexto em que ele foi criado, mas também conversa com quem nunca ouviu falar sobre o Parque e sobre os irmãos Vilas Boas. Um ponto interessante é que a matéria não ficou restrita na sessão especial que foi feita para os índios da tribo, mas foi ampliada e mostrou sobre o que é esse filme, quem eram os índios que estavam no parque na década de 40 e ainda consegue fazer uma comparação com os índios que vivem lá hoje. Uma sacada interessante do repórter foi fazer essa comparação através da pergunta “como andam os índios do Xingu” e já continuar o off falando que estão andando de carro. O restante do texto segue no mesmo sentido, falando que os índios estão com alguns novos costumes, como andar de roupas quando tem visita, usar a internet e até assistir televisão. Com isso o repórter mostra que apesar deles lutarem para manter seu povo e sua cultura vivos, não deixam de lado as tecnologias e a praticidade do mundo moderno. Outro ponto que chamou a atenção é que o repórter, além de falar sobre o filme, ele faz um texto que mostra a politização e as mudanças culturais dos índios, mas sem fazer juízo de valor, apenas mostra os fatos, assim como deve ser o trabalho de todo jornalista.

  3. A reportagem foi bem escrita, elementos descritivos bem colocados, relação com o passado/presente, introdução da tecnologia na vida dos índios e consequentemente a transformação de alguns aspectos de suas vidas, relato das tradições que foram mantidas, breve histórico do filme e a exibição do vídeo aos habitantes do Parque Nacional do Xingu. Porém, em minha opinião, essa matéria poderia ter sido melhor explorada e comparada à realidade atual do Parque nos dias atuais: desmatamento, megaconstruções, impactos ambientais e sociais. A hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Rio Xingu irá atingir cerca de 25.400 moradores da região, direta ou indiretamente. O desmatamento da área do Parque para a utilização de áreas pela agricultura e pecuária, aumenta a cada ano. Conforme a fala do índio, ao mesmo tempo que foram protegidos pelos irmãos Villas-Bôas, hoje, essa população não tem mais à quem recorrer. Em minha opinião, faltou abordar a “desproteção” da população índigena.

  4. É muito interessante ver como podemos angular uma matéria para que ela fique informativa, interessante e fuja um pouco do padrão de construção de uma notícia. O repórter poderia simplesmente ter informado que os índios assistiram ao filme, mas ele começou apresentando a tribo e a história dos irmãos Villas-Bôas, que algumas pessoas não conhecem.
    É uma forma minuciosa de observação da realidade que não apenas informa, mas nos mostra como é e nos faz refletir, especialmente quando ele coloca a fala da cacique Aritana “Gente, pra quem que a gente corre agora? Não tem mais aquele protetor mesmo, que cuida do índio, não tem mais”.
    Na revista Piauí deste mês o texto “Minha cerimônia do Adeus” da Fernanda Torres narra a experiência e o desafio de gravar um filme (Kuarup) no Xingu há mais de vinte anos. É uma descrição muito meticulosa que consegue nos transportar para cada cena vivida por ela. Conseguimos até fazer uma comparação com a matéria do Fantástico e analisar quanta coisa mudou no Xingu durante todos estes anos.

  5. A inclusão deste texto no blog foi uma escolha bem pensada porque mesmo sendo uma reportagem preparada para televisão, ela foi pensada para fazer uso de elementos do jornalismo literário. E mostrar para os brasileiros e quem sabe ao mundo a história dos irmãos Villas-Bôas é importante pela visão que eles tinham do futuro. Me pareceram muito sábios, especialmente Cláudio ao afirmar “Se a gente quiser pensar só em acumular riquezas, a gente não tem nada a aprender com os índios. Mas se a gente quiser aprender algo de mais valor sobre a família e sobre a comunidade, aí os índios podem ensinar tudo para você”.
    É importante também que os índios tenham um voz e possam dizer o que sentem ao conviverem com o “homem branco” e a ganância que predomina sob a maioria de nós.

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