Perfil

Boa tarde a todos,

para “recomeçar” com o blog neste ano, sugiro a leitura de um Perfil.  O texto da Francesca Angiolillo foi publicado no caderno Ilustríssima da Folha de São Paulo em janeiro.

Bom Divertimento!

“Todas as perguntas possíveis já me foram feitas”, diz Umberto Eco, após terminar o café, afundado numa poltrona da sala de visitas de sua casa, em Milão. A cigarrilha apagada, hábito de ex-fumante, pende de um lado da boca. “Só não me perguntam, sei lá, quais são os sete anões. Eu responderia que, quando tento me lembrar, sempre são seis.”

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8 comentários

  1. Adorei o texto, me fez rever a visão torta que tinha do chamado “perfil literário”. É preciso bagagem cultural e vocabulário, são os 5 sentidos, ainda mais aguçados à favor do jornalismo. É bom ver que também o perfil tem um gancho e que ele vai além das efemérides. Além disso o texto mostrou, pelo menos para mim um lado ainda meio desconhecido de Umberto Eco, pra gente ver o quanto é bom conhecer o autor antes de ler sua obra e depois poder ver o quanto isso interfer no texto. Foi um ótimo começo, expectativas renovadas em relação a disciplina “Jornalismo Literário”!

  2. Confesso que imaginava um “Perfil Literário” completamente diferente. Antes é importante uma boa pesquisa sobre seu entrevistado, e além de tudo, conhecer de verdade sua obra.

    Concordo com Francesca quando escreve: “O raciocínio é um velho conhecido no Brasil, onde serve para desqualificar, por exemplo, os romances de Chico Buarque: se o autor vende bem e é pop, mau sinal –só pode ser um picareta”. Pois nem sempre um best sellet é sinal de que o autor é ruim. Umberto Eco é um ótimo escritor (já li alguns livros) e vende bem. Não há problema nenhuma com isso.

  3. O texto da Francesca Angiolillo me fez ter ainda mais a certeza de que a linha literária tem a capacidade de ser mais ampla e prender a atenção do leitor, que consegue se atentar aos detalhes e pode imaginar as cenas a cada nova descrição.
    Nesse caso, a Francesca vai traçando um perfil do Umberto Eco e podemos compreender o autor e nos interessarmos em ler suas obras. Gostei muito dessa primeira faceta do jornalismo literário e com certeza temos muito mais para aprender.

  4. Inegável o arsenal de vocabulário no texto de Francesca Angiolillo. A citação de Umberto Eco como abertura do lead transporte a intenção literária da autora, porém, as sensações se perdem um pouco quando o texto vem fragmentado em subtítulos (ou retrancas) sobre a biografia de Eco. Em minha percepção, o título ‘Do Mosteiro ao Picadeiro’ sugere um texto mais embalsamado. No entanto, esse fragmentos utilizados para a separação da biografia de Umberto Eco como romancista, da crítica (Dan Brown), do ‘picadeiro’ (sobre o sucesso de uma de suas obras e, ao mesmo tempo, a crítica por serem consideradas por muitos um ‘fenômeno de circo’), do ‘Falsário’ (que analisa o modo como Eco escreve) e vai pela ‘Semiótica’ e pela ‘Paródia’ recebe pinceladas literárias em meio a dissertações. No entanto, um texto um pouco confuso ou, talvez, sem uma seleção do que poderia ser mais relevante para a dissertação de um texto puxado ao Jornalismo Literário. O texto de Francesca Angiolillo pode ser rico em vocabulário e sensações, mas se perde um pouco na construção das informações em meio ao objeto falado (Umberto Eco).

  5. Deve-se reconhecer que o texto de Francesca Angilillo esforça-se para ser atraente – o vocabulário variado e, até mesmo, eloquente, impressiona, assim como também a dimensão de sua pesquisa- entretanto, o “Perfil literário” decepciona. O inicio da leitura me fez simpatizar com Umberto Eco – mesmo nunca ter me interessado por sua obra – mas no desenrolar do texto o tom descritivo desaparece e somos bombardeados com citações de diversas fontes e críticas sobre a obra de Eco, o que achei, em certos momentos, um pouco massante. A ideia de fazer um perfil através de terceiros é interessante, mas acho que as criticas acrescentaram muito sobre o perfil de Eco.
    Partilho a opinião da Raquel, nós temos a sensação de estarmos perdidos em meio tantas retrancas.
    Por fim, acho que o texto deveria ser melhor editado e, principalmente, a figura de Eco deveria ser melhor explorada.

  6. O título encanta, o lide chama a atenção e só. Comecei a ler o texto empolgada, mas já perdi o ânimo no segundo intertítulo quando a autora começa a inserir opiniões de diversas pessoas e se perde um pouco na construção do texto.
    É evidente que ela fez uma pesquisa muito profunda sobre Umberto Eco para construir o texto, mas as informações estão um pouco confusas. No momento em que fala da crítica à sua obra ela usa várias aspas que parecem mais ocupar espaço do que reforçar uma ideia.
    Sinceramente eu não gostei do texto, achei muito pesado e não via a hora de terminar a leitura.

  7. Gostei do texto, principalmente por ser fã do Eco, mas não vi nenhuma grande novidade, a não ser a crítica que o colega italiano faz ele. Muito do que ele diz já foi dito por ele mesmo no livro “Não contem com o fim do livro”.

    Sei que ele é mal visto por muita gente no meio acadêmico por ser considerado um autor “comercial” (a comparação com Dan Brown é pertinente), mas o texto soube separar as críticas ao Eco romancista daquelas feitas ao Eco intelectual. Não acho a produção literária do Eco grande coisa, mas sua produção acadêmica é fantástica, e o texto da autora deixa isso claro ao citar as opiniões da Lucia Santaella e do italiano Alfonso Berardinelli.

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