As tristes lembranças de 11 de setembro

Indicação: http://ultimosegundo.ig.com.br/11desetembro/minha+vida+e+o+11+de+setembro+diz+exbombeiro+que+resgatou+corpo+de+filho/n1597198764632.html

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4 comentários

  1. Gosto da maneira como a autora escreve e organiza as emoções tanto do fato da tragédia do ’11 de setembro’ como da história de seu personagem. Percebo um texto mais jornalístico e menos literário. Talvez o que diferencie um pouco seja realmente a ordem dos fatos. Mesmo o título sendo generalizado – ‘As tristes lembranças de 11 de setembro’, o que nos remete ao fato – a autora prioriza uma história. Entre tantas outras realmente é uma especial porque contextualiza duas vidas (pai e filho) que seguem a mesma profissão. Porém não há suspense. Logo de início é descrita essa história e, só no decorrer da narrativa, as histórias se completam. Bem colocado. Linguagem sem muito rodeio. No entanto, a leitura não me prendeu muito mais do que a história.

  2. Mesmo escrito dez anos depois dos atentados, o texto foi capaz de resgatar não só o macroambiente do 11 de setembro como também o microambiente, no caso a história de um ex-bombeiro que perdeu seu filho durante a tragédia. Os fatos por si só já seriam suficientes para escrever um grande texto, mas o personagem escolhido foi capaz de contar a dor da perda por outro ângulo. A narrativa ganha vida quando ele conta que embora tenha participado de desastres (teoricamente) piores, nada o preparou para o 11 de setembro. A jornalista conseguiu descrever o tempo e o espaço de forma a levar o leitor a imaginar com detalhes toda a ação que aconteceu naquele dia, inclusive que o pai já imaginava que seu filho não voltaria vivo para casa devido a proporção dos fatos. Acho que o texto ganharia mais vida se os outros familiares fossem ouvidos, mostrando outras visões da perda. Em alguns pontos, dá para perceber que o personagem dialoga consigo mesmo, o que deixa o texto ainda mais atrativo. Em meio às histórias, a jornalista não deixa se emocionar com os relatos e mostra que a dor nunca vai passar, mas a luta continua.

  3. O relato escrito nos remete diretamente às cenas vistas na TV, interferindo programas matutinos, e que não estavam sendo compreendidos por ninguém no dia 11 de set/2011. A maneira como a autora descreve o sofrimento do pai que teve o corpo do filho resgatado emociona (e muito), além de prender o leitor, com um certo “quero mais” sobre o que o pai tem a dizer. Os fatos são fortes e ajudam a compor um grande texto, que junto ao vídeo anexado com imagens, faz o leitor se emocionar muito mais.

    *Fico triste por ter ido à NY e não ter visitado o Tribute. Visitei um outro lugar, que não me lembro o nome, também no local das Torres Gêmeas, que fazia homenagem a 8 pessoas (escolhidas a dedo) que trabalhavam nas torres. Durante a visita, o guia contava-nos relatos de familiares e amigos desses 8 escolhidos, que eram especiais, e nos pedia para fecharmos os olhos e nós mesmos construirmos a imagem de tudo o que ele descrevia na nossa cabeça. O texto me lembrou muito essa oportunidade que tive lá. Criei os ambientes na minha mente, imaginando a triste história de quem viveu por isso.

  4. E muito interessante a historia contada depois de tanto tempo, ela e literaria e bem descritiva em todos os detalhes. Um pai que foi bombeiro por muito tempo, e depois de aponsentado, seu filho segue a mesma profissao. E seu pai salva o proprio filho na queda das torres, e uma emoc,ao muito grande ver a maneira que tudo aconteceu.
    E um texto que faz com que a pessoa sinta vontade de ler, e saber o que aconteceu.

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