Mês: abril 2011

Com as próprias mãos

Beijo Real, da Globo.com

Nesta semana ficou definido que o post será feito por nós mesmos. Como não podia deixar de ser, o tema é CASAMENTO REAL. Vamos as regras para que seja escrito nosso texto literário: O texto será escrito na íntegra via comentários. A monitora começa com o abre e, posteriormente vocês vão complementando, sempre a partir do último comentário feito, mas obviamente, prestando atenção a todos os anteriores, de forma a manter a coerência do texto. O que será escrito não deve ser aleatório, o aluno deve escolher uma das dicas dadas no post Como identificar um texto literárioe produzir um parágrafo de acordo com uma das descrições dadas. Cada aluno pode fazer quantos comentários quiser, mas não sequenciais. Vamos ao texto?

Indicações de vídeo e leitura

A lista que segue abaixo foi extraída do site da ABJL (Associação Brasileira de Jornalismo Literário), conforme consta o link ao fim do texto. Trata-se de algumas indicações de livros e documentários, mas que certamente pode ser ampliada através de indicações de vocês.

Livros teóricos
Na seção de livros teóricos destacamos o livro do Edvaldo Pereira Lima, Páginas Ampliadas, afinal é leitura obrigatória para quem vai produzir livro-reportagem no Projeto Experimental. Resultado de suas pesquisas, o livro começa estruturando o que é Livro-reportagem para depois mostrar as técnicas de aprofundamento utilizadas no seu processo de produção. Ainda nessa seção, outro destaque é o link Clube de Autores, também para quem pretende produzir livro é uma possibilidade de publicação, tanto impressa quanto via internet, sem custos.
AZEVÊDO FILHO, Carlos Alberto Farias de. João Antônio – Reporter de “Realidade”. João Pessoa: Idéia, 2002.
BERNAL, Sebastià e Luís Alberto Chillón. Periodismo Informativo de Creación. Barcelona: Mitre, 1985.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 6ª ed., 1998.
BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
BOTTON, Alain. A arte de viajar. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. S. Paulo: Cultrix/Pensamento, s/d.
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito (diálogo com Bill Moyers). 21ª edição. São Paulo: Palas Athena, 2003.
CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1999.
CARR, E.H. Que é História?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
COIMBRA, Oswaldo. O texto da reportagem impressa. São Paulo: Ática, 1993.
COLE, Ardra L., e KNOWLES, J. Gary. Lives in Context: The Art of Life History Research. Walnut Creek: Altamira Press, 2001.
COSTA, Cristiane. Pena de Aluguel – Escritores Jornalistas no Brasil 1904-2004. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
FARO, José Salvador. Realidade, 1966-1968: tempo da reportagem na imprensa brasileira. São Paulo: Editora Ulbra / AGE Editora, 1999.
FRANKLIN, Jon. Writing for Story. Nova York: Plume, 1994.
HALL, Kevin, e MERINO, Ruth. Periodismo Y Creatividad. Cidade do México: Trillas/Florida International University, 1995.
KAPUSCINSKI, Ryszard. Los cínicos no sirven para este oficio: sobre el buen periodismo. Barcelona: Anagrama, 2003.
KOVACH, Bill, e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo. 2ª edição. São Paulo: Geração Editorial, 2004.
KRAMER, Mark; CALL, Wendy (orgs.). Telling true stories: a nonfiction writer’s guide from Nieman Foundation at Harvard University. Boston: Plume Book, 2007.
KUNCZIK, Michael. Conceitos de jornalismo. São Paulo: Edusp, 1997.
KÜNSCH, Dimas Antônio. Maus pensamentos: os mistérios do mundo e a reportagem jornalística. São Paulo: AnnaBlume/Fapesp, 2000.
LEHMAN, Daniel W. John Reed & the writing of revolution. Athens, Ohio: Ohio University Press, 2002.
LEHMAN, Daniel W. Matters of fact: reading nonfiction over the edge. Columbus: Ohio State University Press, 1997.
LIMA, Edvaldo Pereira. El periodismo impreso y la Teoría General de los Sistemas: un modelo didáctico. Cidade do México: Trillas,1991.

LIMA, Edvaldo Pereira. Jornalismo Literário Para Iniciantes. São Paulo: Clube de Autores – http://www.clubedeautores.com.br -, 2010.
LIMA, Edvaldo Pereira. O que é livro-reportagem. São Paulo: Brasiliense, 1993.
LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas ampliadas: o livro reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. 4ª edição (ampliada). São Paulo: Manole, 2008.
LLOSA, Mario Vargas. Cartas a un joven novelista. Madrid: Ariel/Planeta, 1997.
MARTINEZ, Monica. Jornada do Herói: a estrutura narrativa mítica na construção de histórias de vida em Jornalismo. São Paulo: Fapesp/Anablume, 2008.
MEDINA, Cremilda. Povo e Personagem. Canoas: Ulbra, 1996.
MEDINA, Cremilda. Notícia: um poduto à venda. São Paulo: Summus, 1978.
RESENDE, Fernando. Textuações – ficção e fato no Novo Jornalismo de Tom Wolfe. São Paulo: AnnaBlume, 2002.
ROOT-BERNSTEIN, Robert, e Root-Bernstein, Michèle. Centelhas de gênios –
como pensam as pessoas mais criativas do mundo. São Paulo: Nobel/Exame, 2000.
SABATO, Ernesto. O escritor e seus fantasmas. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
SCHMULL, Robert. As responsabilidades do jornalismo. Rio de Janeiro: Nórdica, 1984.
SODRÉ, Muniz, FERRARI, Maria Helena. Técnica de Reportagem: notas sobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.
TALESE, Gay & LOUNSBERRY, Barbara. Writing creative nonfiction – the literature of reality. New York: HarperCollins, 1996.
THOMPSON, Paul. A voz do passado. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
VILAS BOAS, Sergio. O estilo magazine. São Paulo: Summus, 1996.
VILAS BOAS, Sergio. Biografias & biógrafos – jornalismo sobre personagens. São Paulo: Summus, 2002.
VILAS BOAS, Sergio. Biografismo: reflexões sobre as escritas da vida. São Paulo: Unesp, 2008.
VOGLER, Christopher. A jornada do escritor: estruturas míticas para escritores. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

Livros narrativos (não-ficção)
Entre os livros narrativos destacamos também uma leitura obrigatória para o Projeto Experimental, Cicatriz de Reportagem, em que Carlos Azevedo conta como foi o processo de produção de treze reportagens que fez ao longo de sua carreira. Mais interessante do que o produto final, o processo para se chegar até ele é o destaque nessa obra.
AZEVEDO, Carlos. Cicatriz de reportagem: 13 histórias que fizeram um repórter. São Paulo: Editora Papagaio, 2007.
BARCELLOS, Caco. Abusado. Rio de Janeiro: Record, 2002.
BARDAWIL, José Carlos. O repórter e o poder. Editora Alegro, 1999.
BOJUNGA, Claudio. JK – o artista do impossível. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
BRUM, Eliane. A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2006.

BRUM, Eliane. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008.
CAMPOS JR., Celso. Adoniran, uma biografia. São Paulo: Globo, 2004.
CANÇADO, José Maria. Os sapatos de orfeu – biografia de Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Scritta, 1993.
CAPOTE, Truman. A sangue frio. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
CARTA, Gianni. Velho Novo Jornalismo. São Paulo: Códex, 2003.
CARVALHO, Luiz Maklouf. Cobras Criadas – David Nasser e “O Cruzeiro”. Editora Senac, São Paulo, 2001.
CASTRO, Ruy. O anjo pornográfico – a vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
CASTRO, Ruy. Estrela Solitária – um brasileiro chamado Garrincha. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
CAYCEDO, Germán Castro. Colombia amarga. Bogotá: Carlos VAlencia, 1979.
CAYCEDO, Germán Castro. El Alcaraván. Bogotá: Planeta, 1996.
CHATWIN, Bruce. Na Patagonia. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
CHATWIN, Bruce. The Songlines. Londres: Picador, 1987.
CLARK, Gerald. Capote: uma biografia. São Paulo: Globo, 2006.
CRAIG, Patricia (editora). The Oxford Book of Travel Stories. Oxford: Oxford University Press, 1997.
DANTAS, Audálio. O Circo do Desespero. São Paulo: Símbolo, 1976.
DIDION, Joan. O ano do pensamento mágico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
DINES, Alberto. Morte no paraíso – a tragédia de Stefan Zweig. 3ª edição. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.
FAERMAN, Marcos. Com as mãos sujas de sangue. São Paulo: Global, 1979.
FRAZIER, Ian (editor). The best american travel writing. Boston: Houghton Mifflin, 2003.
HARRINGTON, Walt. Intimate journalism: the art and craft of reporting everyday life. Thousand Oaks, California: Sage, 1997.
HERSEY, John. Hiroshima. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
KAPUSCINSKI, Ryszard. La guerra del fútbol y otros reportajes. Barcelona: Anagrama, 1992.
KAPUSCINSKI, Ryszard. Minhas viagens com Heródoto. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
KAPUSCINSKI, Ryszard. O imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
KAPUSCINSKI, Ryszard. Ébano: minha vida na África. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
KIDDER, Tracy. Among schoolchildren. Nova York: Avon, 1989.
KRAMER, Mark. Travels with a hungry bear: a journey to the russian heartland. Boston: Richard Todd, 1996.
KRAMER, Mark. Three farms: making milk, meat and money from the american soil. Boston: Bantam Books, 1977.
LE CARRÉ, John (et all). The Best of Granta Reportage. Londres: Granta Books/Penguin, 1993.
LEWIS, Jon E. (editor). The Mammoth Book of Journalism. Nova York: Carroll & Graff, 2003.
LIMA, Edvaldo Pereira. Ayrton Senna: Guerreiro de Aquário. São Paulo: Brasiliense, 1995.
LIMA, Edvaldo Pereira. Colômbia Espelho América. São Paulo: Perspectiva e Edusp, 1989.
LIMA, Edvaldo Pereira (org.). Econautas: Ecologia e Jornalismo Literário Avançado. São Paulo e Canoas: Peirópolis e Ulbra, 1996.
LIMA, Edvaldo Pereira (org.). O Tao Entre Nós. São Paulo: ECA/Com-Arte, 1994.
LONDON, Jack. O povo do abismo. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004.
MAILER, Norman. A luta. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
MAILER, Norman. O super-homem vai ao supermercado. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
MARQUEZ, Gabriel García. Notícias de um seqüestro. Rio: Record, 1996.
MARQUEZ, Gabriel García. Relato de um náufrago. Rio de Janeiro: Record, 1970.
MÁRQUEZ, Gabriel García. Obra jornalística, vols. 1, 2, 3 e 4. Rio de Janeiro: Record, 2006.
MÁRQUEZ, Gabriel García (et all). The Best of Granta Travel. Londres: Granta Books/Penguin, 1991.
McPHEE, John. The second John McPhee reader. Nova York: Noonday, 1996.
MEDINA, Cremilda (org.). Narrativas a céu aberto: modos de ver e viver Brasília. Brasília: UNB, 1998.
MERCADANTE, Luiz Fernando. 20 perfis e uma entrevista. São Paulo: Siciliano, 1994.
MILLER, Adrienne (org.). Esquire’s big book of great writing. Nova York: Hearts Books, 2003.
MITCHELL, Joseph. O segredo de Joe Gould. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
MORAIS, Fernando. Chatô, o rei do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
NOVAES, Washington. Xingu – uma flecha no coração. São Paulo: Brasiliense, 1985.
ORLEAN, Susan. The bulfighter checks her makeup: my encounters with extraordinary people. Nova York: Random House, 2002.
ORWELL, George. Na pior em Paris e Londres. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
PONIATOWSKA, Elene. Todo Mexico. Cidade do México: Diana, 1990.
PRADO, Antonio Carlos. Cela forte mulher. São Paulo: Labortexto, 2003.
REED, John. Os dez dias que abalaram o mundo. São Paulo: Ediouro, 2002.
REMNICK, David (orgs.). Life stories – profiles from “The New Yorker”. New York: Modern Library, 2001.
RIO, João do. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
ROSS, Lillian. Filme. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
RYAN, Cornelius. O mais longo dos dias. Porto Alegre: L&PM, 2004.
SABATO, Ernesto. Antes do fim. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SANTAMARIA, German. Colombia Y otras sangres. Bogotá: Planeta, 1987.
SIERRA, Malu. Donde todo es altar: Mapuche gente de la tierra. Santiago: Persona, 1992.
SIMS, Norman, & KRAMER, Mark (orgs.). Literary Journalism. New York: Ballantine, 1995.
SIMS, Norman. The literary journalists. New York: Ballantine Books, 1984.
TALESE, Gay. O reino e o poder – uma história do “The New York Times”. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TALESE, Gay. A mulher do próximo. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
TALESE, Gay. Fama & anonimato. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
TERZANI, Tiziano. Um adivinho me disse: viagens pelo misticismo do Oriente. São Paulo: Globo, 2005.
THEROUX, Paul. O grande bazar ferroviário. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
THEROUX, Paul. The Old Patagonian Express. Londres: Penguin, 1979.
THOMPSON, Hunter S. Hell’s Angels – medo e delírio sobre duas rodas. São Paulo: Conrad, 2004.
VENTURA, Zuenir. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
VILAS BOAS, Sergio. Os estrangeiros do trem N. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
VILAS BOAS, Sergio (et all). Resgate Cultural da Bacia do Rio Itabapoana. Vitória: Sebrae/ES/MG/RJ, 2005.
VILAS BOAS, Sergio (et all). Resgate Cultural Estrada Real. Belo Horizonte: Sebrae-MG, 2007.
VILAS BOAS, Sergio (org.). Jornalistas literário: narrativas da vida real por novos autores brasileiros. São Paulo: Summus, 2007.
WOLFE, Tom. Os eleitos. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.
WOLFE, Tom. Radical Chic e o Novo Jornalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Livros com ensaios e narrativas
DANTAS, Audálio (org.). Repórteres. 2ª edição. São Paulo: Editora Senac, 2004.
GUTKIND, Lee. The art of creative nonfiction. Nova York: John Wiley & Sons, 1997.
KERRANE, Kevin, e YAGODA, Ben. The art of fact: a historical anthology of Literary Journalism. Nova York: Touchstone, 1997.
MEDINA, Cremilda. A arte de tecer o presente – narrativa e cotidiano. São Paulo: Summus, 2003.
PIZANO, Daniel Samper, organizador. Antología de grandes reportajes colombianos. Bogotá: Aguilar, 2001.
ROSS, Lilian. Reporting back: notes on journalism. Nova York: Counterpoint, 2002.
SHUYUN, Sun. A longa marcha. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2007.
SIMS, Norman (editor). Los periodistas literarios: o el arte del reportaje personal. Bogotá: El Áncora, 1996.
SIMS, Norman (editor). Los periodistas literarios: o el arte del reportaje personal. Bogotá: El Áncora, 1996.
SIMS, Norman, KRAMER, Mark (editores). Literary Journalism. New York: Ballantine, 1995.
WELLS, Ken, editor. Floating off the page: the best stories from The Wall Street Journal’s “Middle Column”. Nova York: Simon & Schuster, 2003.
VILAS BOAS, Sergio. Perfis. São Paulo: Summus, 2003.
WOLFE, Tom. The New Journalism. Londres: PanBooks, 1990.
WOLFE, Tom. Radical Chic e Novo Jornalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Documentários
Entre os documentários, Jogo de cena é muito interessante pela proposta de alternar atrizes interpretando mulheres contando suas histórias com as próprias mulheres contando suas histórias. A total ausência de pretensão do cenário (um teatro) também contribui, e o resultado é essa obra recheada de humanização.
Edifício Master. Brasil, 2002, 110 min. Dir.: Eduardo Coutinho.
Entreatos. Brasil, 2004, 115 min. Dir.: João Moreira Salles.
Eu fui a secretária de Hitler. Áustria, 92 min., 2001. Dir.: André Heller e Othmar Schmiderer.
Fala tu. Brasil, 2004, 74 min. Dir.: Guilherme Coelho.
O fim e o princípio. Brasil, 2006, 120 min. Dir.: Eduardo Coutinho.
Futebol (trilogia). Brasil, 1998. Dir.: João Moreira Salles e Arthur Fontes.
Gláuber, o Filme – labirinto do Brasil. Brasil, 2004, 98 min. Dir.: Silvio Tendler.
Janela da alma. Brasil, 2002, 73 min. Dir.: João Jardim e Walter Carvalho.
Jogo de cena. Brasil, 2007, 100 min. Dir.: Eduardo Coutinho.
Justiça. Brasil, 2003, 100 min. Dir.: Maria Augusta Ramos.
Língua – vidas em português. Brasil-Portugal, 2004, 90 min. Dir.: Victor Lopes.
Nelson Freire. Brasil, 2003, 102 min. Dir.: João Moreira Salles.
Nem gravata nem honra. Brasil, 2001, 70 min. Dir.: Marcelo Masagão.
Nós que aqui estamos por vós esperamos. Brasil, 1999, 73 min. Dir.: Marcelo Masagão.
Notícias de uma guerra particular. Brasil, 1999. Direção: João Moreira Salles e Katia Lund.
Onde a terra acaba. Brasil, 2001. Direção: Sérgio Machado.
Ônibus 174. Brasil, 2002, 133 min. Dir.: José Padilha.
Paulinho da Viola – meu tempo é hoje. Brasil, 2003, 83 min. Dir.: Izabel Jaguaribe.
Peões. Brasil, 2004, 85 min. Dir.: Eduardo Coutinho.
O prisioneiro da grade de ferro (auto-retratos). Brasil, 123 min., 2004. Dir.: Paulo Sacramento.
Raízes do Brasil. Brasil, 148 min., 2004. Dir.: Nelson Pereira dos Santos.
Santiago. Brasil, 90 min., 2007. Dir.: João Moreira Salles.
Santo forte. Brasil, 80 min., 1997. Dir.: Eduardo Coutinho.
Ser e ter. França, 104 min., 2002. Dir.: Nicolas Philibert.
Sob a névoa da guerra. EUA, 95 min., 2003. Dir.: Errol Morris.

Nessa lista não temos filmes, por exemplo, Capote e Resgate de um campeão que são baseados em histórias reais, mas são filmes, por tanto podem conter traços de ficção. O primeiro fala do processo de imersão e produção do livro A sangue frio e o segundo fala sobre a tentativa de um jovem repórter de produzir de o perfil de um ex-lutador de boxe. Apesar disso, fica então a proposta, vamos criar a seção filmes para essa lista? Mandem suas sugestões via comentários.
Fonte: http://www.abjl.org.br/index.php?conteudo=Estante&lang=

Uma pequena divulgação…

PUC-Campinas lança curso de Escritura de Contos

Com público-alvo amplo, curso pretende dar subsídios para uma boa escrita

Campinas, 16 de abril de 2011: O curso Escritura de Contos é uma das apostas da PUC-Campinas em seus cursos de extensão. Oferecidos a toda a comunidade, este curso especificamente está voltado a novos escritores ou qualquer pessoa que esteja interessada em dar início à produção literária própria. O curso possui um pequeno investimento e é oferecido 50% do tempo de modo presencial e 50% com a nova plataforma da PUC de ensino a distância.

Apesar do pouco investimento, o curso preza pela qualidade e foi cuidadosamente pensado para oferecer aos seus novos alunos: o gênero conto e seus elementos, algumas estratégias do discurso literário e, mais especificamente, a escritura de contos.

Com isso, o curso pretende promover a formação inicial de escritores de contos, além de estudar análises críticas e produzir análises de contos de autores selecionados; produzir contos a partir dos parâmetros apresentados; e analisar contos produzidos por colegas e por si próprio.

Desse modo, o curso oferece a oportunidade de refletir sobre o gênero conto a partir de leituras literárias, leituras de material crítico e a própria produção da turma.

Período de inscrição: 28/3/2011 a 22/5/2011
 
Período do curso: 4/6/2011 a 18/6/2011
 
Horário: 3 sábados e 1 quinta-feira. Aulas presenciais: dias 04/6 e 18/6 – das 08h às 12h15. Aulas à distância: dia 11/6, das 08h às 12h15 e dia 16/6, das 18h30 às 22h45
 
O único pré-requisito é ter terminado o Ensino Médio.

Mais informações:

http://www.puc-campinas.edu.br/extensao/curso/detalhe.asp?id=236140&classe=01&aass=20111

Como identificar um texto literário

Jarassaí Zamonari

Nosso último post na sexta-feira dia 08/04 (Vítimas de ataque a escola no Rio serão enterradas nesta sexta) não era um texto literário. Pode até ser um texto bem escrito, mas não tinha nenhum elemento que o identificasse como literário. A nossa intenção era justamente mostrar a todos que apenas pelo fato de estar no nosso blog, não significa que um texto obrigatoriamente seja literário, e mais, mesmo que seja literário não significa que seja perfeito.

Considerando esse fato, talvez alguns se questionem como fazer para diferenciar um texto bem escrito de um texto literário. Em um primeiro olhar pode mesmo não parecer tão simples, entretanto existem alguns elementos, que se identificados podem apontar para a existência de um texto literário. Vamos a eles.

Embora não seja obrigatório para textos literários, comece a desconfiar de títulos sem verbos, normalmente, hard news vem acompanhado de um título com verbo, como aconteceu na semana passada: Vítimas de ataque a escola no Rio serão enterradas nesta sexta. Um texto literário, por ter um pouco mais de liberdade na escrita, pode apresentar títulos diferenciados como aconteceu em Raios! Raios múltiplos! Entretanto, mesmo esses textos podem ter títulos como E Pinpoo foi sem nunca ter ido, que não apenas tem verbo, como já explica tudo o que a matéria irá contar.

O primeiro parágrafo da matéria também diz muito. Todos nós conhecemos o lead (o que, quem, onde, como, quando, por que) e sabemos que em um texto convencional o primeiro parágrafo responde a essas perguntas. Algum aluno comentou que os textos literários também parecem ter um padrão para o primeiro parágrafo, é como se o lead do literário fosse a descrição. Não necessariamente, mas de forma bastante recorrente é isso mesmo o que acontece. Então, também observem bem como é o primeiro parágrafo do texto que estão lendo.

Academicamente, falamos em sete pilares do jornalismo literário. Quanto mais deles estiverem presentes em um texto, maior a probabilidade de este texto ser literário.

HUMANIZAÇÃO: o texto tem como fio condutor personagens humanos, ou seja, a tentativa do autor é mostrar ao leitor os elementos mais corriqueiros, e também a força e as fraquezas de seu personagem, de forma a humanizá-lo.

“O Ribas gelou. No momento em que um colega esbaforido veio lhe comunicar que ‘o governador esta aí e quer falar com você’ ele sentiu um aperto em determinada parte do corpo. ‘Bah, me lasquei’, gemeu pra ele mesmo.” Em E Pinpoo foi sem nunca ter ido.

IMERSÃO: o autor vivencia aquilo que está escrevendo, o leitor percebe na narrativa que houve um trabalho de pesquisa, uma dedicação por parte do autor para chegar a detalhes que normalmente não aparecem na hard news.

Um exemplo é quantidade de casos que a autora coloca em Raios! Raios Múltiplos! e a busca pela pessoa que mais vezes foi atingida por raios, feita no Guinness Book, algo não convencional. “O guarda florestal Roy Sullivan que o dizia. Em 36 anos de carreira, foi atingido por sete raios. No primeiro, em 1942, perdeu uma unha. Em 1977, data do último, ganhou queimaduras no peito e no estômago. Sullivan morreu dali a seis anos, mas de amor. Ou por falta dele. Teria se suicidado por uma paixão não correspondida. O caso dele está no Guinness.”

ESTILO: a forma como estrutura e conta a história parte da percepção do autor a respeito do que será contado.

No caso do texto Raios! Raios Multiplos! a autora opta por colocar só no final do texto o que se tem de mais atual. “Ainda não se sabe se foi isso o que aconteceu com Maria Bueno, a funcionária do Parque Villa-Lobos atingida por um raio no domingo passado.”E ao longo do texto escolhe um estilo de escrita diferenciado. “Ali no ambulatório mesmo começaram a entabular uma paquera e, na velocidade de um corisco, acabaram por casar.”

VOZ AUTORAL: o autor se coloca no texto de alguma forma, o leitor percebe que ele aparece em meio a narrativa.

No texto Disciplina, tradição e amor, o tão citado “último parágrafo” nos comentários, nada mais é do que a colocação dos autores. “Vamos torcer, agora, para que os trabalhadores da usina, que certamente não a abandonarão, consigam, sem se expor à radiação, conter o perigo que agora atormenta não só o país como o continente americano e europeu, com o iminente perigo de os ventos levarem o material radioativo para lá.”

SIMBOLOS E METÁFORAS: para tornar o texto mais agradável e também diferenciado, o autor utiliza recursos da literatura como a linguagem conotativa para evitar repetições que cansaram o leitor, e assim tornar o texto mais atrativo.

“Relampiava como o diabo, era faísca de fio a pavio no céu. Mas Zé Vicente não acocorou para contemplar o cenário. Achou por bem fugir da água antes que ela encharcasse seu uniforme cinza. Bateu o ponto e acelerou o passo na magrela, os flashs tudo em riba, uma fila de eucaliptos atrás da cerca margeando o caminho de terra.” Em Raios! Raios Multiplos!

PRECISÃO DE DADOS: é a técnica jornalística presente no texto, o autor precisa ter uma apuração profunda e levantar o maior número de informações possível para compor seu texto.

“Ao ser capturado, Pinpoo estava a um quilômetro e meio do terminal da Gol de onde fora despachado 14 dias antes, ao custo de R$ 684 (fora os R$ 132 da caixa de transporte).” Em E Pinpoo foi sem nunca ter ido.

DIGRESSÃO: trata-se da colocação estratégica de dados complementares ao texto principal, provoca uma quebra no ritmo da narrativa. Se o texto literário é considerado um mergulho horizontal, pois aprofunda a história, a digressão é o nado vertical que busca a relação dessa história com outros campos.

“Parou até de formatar os seus slides românticos, aqueles power points que circulam na web trazendo ensinamentos estranhos, poesias ruins, construções na segunda pessoa do singular e musiquinhas tristonhas. (Você certamente já recebeu um, mas não vá odiar a Nair por causa disso; odeie o amigo que te mandou.) Os slides são o principal passatempo dela – depois de Pinpoo. Já fez mais de 500.” Em E Pinpoo foi sem nunca ter ido.

Para finalizar, apenas relembramos que jornalismo literário tem esse nome por que mescla a técnica de apuração jornalística com a preocupação literária para a estética da escrita. Procurem nos próximos textos que serão postados daqui para frente esses elementos que identificam o literário e façam em seus comentários esse exercício de identificação

Amor à Vida

 
Extraído do blog jangadeiroonline.com.br

Na última terça-feira faleceu José Alencar, ex-vice-Presidente do Brasil. Uma figura pública que teve uma biografia lançada no ano passado pela colunista da Folha de S. Paulo Eliane Cantanhêde. A sugestão do Jorliteratura para essa semana é um trecho entitulado A festa do livro José Alencar – Amor à Vida.