Mês: março 2011

Nossos queridos animais…

Extraído de newspressrelease.wordpress.com

Quem tem animal de estimação sabe bem, fazemos de tudo pelo bem estar dos nossos bichinhos. Imagina, então, uma empresa de transporte perder o nosso melhor amigo? O texto indicado para leitura esta semana foi extraído do caderno Aliás do Estado de S. Paulo de domingo 20/03 e foi escrito por Christian Carvalho Cruz. E Pinpoo foi sem nunca ter ido

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Disciplina, tradição e amor

Cyntia Andretta e Jarassaí Zamonari

Tokue estava triste nesta semana. Formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas, Tokue Isabel de Oliveira Minami Buso, 31, é criativa, como já era de se esperar com a formação que escolheu, e extremamente bem-humorada. Difícil vê-la triste daquele jeito. Um ar pesado caía em seus ombros e os mais sensíveis perceberiam isso.
Ela disse que havia sonhado, na noite de 10 para 11 de março, que Cristina (MG), sua cidade natal próxima 35 Km de Itajubá (sul de Minas), havia sido inundada. Acabou perdendo o sono e foi assistir TV… Lá estava a notícia do terremoto de magnitude 8.9 que assolou o Japão na última semana.

Tokue tem cinco tios, irmãos do pai, no Japão. “Um em cada cidade, todas razoavelmente longe da área atingida”, conta. Conseguiu falar por telefone com uma das tias, Yasue Minami, e soube: estavam todos bem! Alguns parentes que residem em Tóquio e proximidades foram para a casa de uma tia em Hiroshima, devido ao risco de contaminação radioativa cada vez maior, mas ufa… todos estavam bem.

De onde vinha a tristeza de Tokue, então? Ela deveria estar feliz que todos estão bem. Vem da descrição da tia do que está ocorrendo desde então.

Não há roubo, saque, tumulto, mas há falta de comida, combustível e cobertor. As crianças e as pessoas de idade estão ainda mais vulneráveis com o frio que durante a noite tem variado entre 0 graus Celsius e -5 graus Celsius  nas cidades japonesas, preparadas para isso somente com o sistema de calefação. Mas sem a energia que vem das usinas nucleares, nada de aquecimento…


Outra preocupação é onde os japoneses vão colocar todo o lixo que se acumulou com o tsunami. Não há espaço na ilha. “Minha tia tem um apartamento em um prédio que é subterrâneo, para se ter ideia! Falta espaço!”.

Perguntei, então, com o instinto bem brasileiro: “Tokue, vamos fazer uma campanha para levar comida e agasalho para eles. Pergunta para seus parentes se eles não querem vir para cá!!” Já estava oferecendo minha casa (imensa de 80 m2) para as cinco famílias que viriam de lá. Tinha certeza de que outros amigos também me ajudariam a achar um abrigo para todos eles.

“Não adianta, já fiz isso também. Descendo de uma linhagem de samurais, faço parte da 9ª geração desses nobres guerreiros. Sei da força da tradição, do senso de honra, da gratidão, do valor da palavra, do exercício contínuo em busca da perfeição, da auto-disciplina e auto-controle. Meu pai só veio para o Brasil porque não queria ser mais uma preocupação para meu avô, que foi combatente na II Guerra Mundial. Ele quis que minhas tias e outros irmãos tivessem maiores chances de seguirem uma formação, porque em época de guerra a situação estava muito difícil. Os japoneses mais antigos, tradicionais, sentem em deixar a pátria… por isso se mostram resistentes. Querem contribuir, de alguma forma, com a superação do país. Não querem estar lá só quando tudo está bem.”

Só me sobrou dizer: “Tokue, tenho certeza de que o Japão vai se erguer novamente”.

Os samurais eram considerados da nobreza, pois eram guerreiros que defendiam os senhores feudais em troca de terras para prover seu sustento. Um povo de tradição milenar, de disciplina e comprometimento como esse, certamente reconstruirá sua nação.

Vamos torcer, agora, para que os trabalhadores da usina, que certamente não a abandonarão, consigam, sem se expor à radiação, conter o perigo que agora atormenta não só o país como o continente americano e europeu, com o iminente perigo de os ventos levarem o material radioativo para lá.

Veja nosso album de fotos: Japão

Nosso primeiro post…

O texto é de janeiro de 2011, mas a tragédia em questão é do verão 2009/2010, e cai como uma luva para momento atual. Todos os anos, no verão, as pessoas sofrem os efeitos dos excessos: chuva, asfalto, lixo e moradias irregulares, esse texto trata de contar um pouco da vida das pessoas em um alojamento para desabrigados, e que nem mesmo tem prazo certo para de lá sair. Trata-se de um texto literário escrito pela jornalista Camila Galvez e publicado no site Texto Vivo: Nosso alojamento, nossa vida . Boa leitura a todos, que o texto inspire e aguce os sentidos…